Além de melhorar a qualidade de vida dos idosos, o objetivo dos centros de convivência é reduzir e até evitar que eles sejam internados em asilos. Com o envelhecimento da população - a estimativa é que Bauru tem cerca de 35 mil idosos -, as entidades estão preocupadas em oferecer novas modalidades de atendimento.
A assistente social Ana Paula Cardia Soubhia, responsável pelo centro de convivência da Sociedade Beneficente Cristã, afirma que a proposta é evitar o abrigamento. “O centro de convivência é uma alternativa para as famílias. O abrigo deve ficar apenas para quem não tem família ou realmente não tem condições de ficar em casa”, diz.
O centro de convivência é uma forma do idoso ser atendido em uma entidade sem perder o vínculo familiar, afirma a assistente social Rochelli Fabiana Amaral, da Vila Vicentina. As entidades estão, inclusive, orientando os idosos e suas famílias sobre os meios de transporte para a locomoção até o centro de convivência.
“O projeto não prevê verba para locomoção, mas se a família do idoso não puder trazê-lo e buscá-lo, ele ainda pode usar o transporte coletivo, que para eles é gratuito. Os cadeirantes, que têm dificuldade de locomoção, ainda podem usar a van destinada ao transporte de portador de deficiente”, lembra Ana Paula.
Os centros de convivência de idosos vão funcionar de segunda à sexta-feira. Além de ter mais de 60 anos, para ser matriculado na entidade, o idoso deve estar apto à locomoção. Caso seja portador de alguma debilitação, a família deve se responsabilizar por levar e buscar o idoso.
Os interessados passarão por uma avaliação social e psicológica. Em função do limite de vagas e para priorizar o atendimento de forma regionalizada, cada unidade selecionará idosos de bairros mais próximos.
A unidade da Vila Vicentina poderá receber idosos residentes no bairro Jardim Brasil, Jardim Cruzeiro do Sul, Jardim Redentor, Mary Dota, Beija-Flor, Parque Júlio Nóbrega, Núcleo Geisel, Vila Cardia, Vila Carolina e Vila Galvão.
Já a unidade do Paiva atenderá os interessados da Vila Seabra, Vila Quággio, Vila Lemos, Vila Carmargo, Parque Santa Edwirges, Parque União, Parque Roosevelt, Parque Jaraguá, Núcleo 9 de Julho, Jardim Vânia Maria, Jardim Petrópolis, Centro e Bela Vista.
A proposta seria implantar centros de convivência em outras regiões da cidade, sempre em parceria com entidades. Lília Christina de Oliveira Martins, que assumiu o cargo de secretária municipal do Bem-Estar Social anteontem, disse que ainda não havia tido tempo de informar-se sobre o projeto. Por isso, não soube dizer se novos centros de convivência poderão ser abertos.