“A absoluta prioridade do governo de São Paulo é o desenvolvimento. A maior preocupação da população é emprego e renda.” Com esta frase o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), iniciou o encontro com jornalistas de 13 regiões administrativas paulistas na última terça-feira, no Palácio dos Bandeirantes. Alckmin fez uma apresentação do plano de ação de seu governo e discutiu as prioridades de acordo com as vocações de cada região.
O encontro foi organizado pela Associação Paulista de Jornais (APJ), que representa os 15 principais jornais do Interior do Estado. Juntos, os veículos somam a maior tiragem do País, com 402 mil exemplares. “Em São Paulo, estamos trabalhando com o enfoque regional, porque temos realidades muito diferentes. O Estado reproduz um pouco o Brasil, com suas desigualdades, até dentro das próprias regiões e realidades muito distintas”, salientou Alckmin.
Ele explicou aos jornalistas que iniciou em 2003 a realização dos Fóruns Regionais. “Nosso esforço é na questão do planejamento regional e na vocação de cada região. Ouvimos trabalhadores, empresários, sociedade civil, entre outros segmentos. Percorremos toda a geografia do Estado”, lembrou.
O primeiro encontro foi em Presidente Prudente. O último em Marília, em junho passado. Em seguida, o governo passou a discutir as chamadas cadeias produtivas regionais. “Fomos verificar o que representava o crescimento de uma determinada atividade, em uma ou mais região”, mencionou.
As primeiras medidas foram na área fiscal. “O setor calçadista tinha ICMS de 18% e a alíquota interestadual é de 12%. Reduzimos o imposto de 18% para 12%, melhorando a competitividade. Temos bem clara a segmentação. Franca, calçado masculino, Jaú, calçado feminino e Birigui, calçado infantil”, exemplificou. Agora, o Estado reduziu de 18% para 12% o ICMS para o setor de artefatos de couro (bolsa, mala, cinto, carteira, pasta, etc.).
Exportação paulista
Segundo ele, São Paulo é o grande exportador no segmento. 70% da carne exportada é do Estado, que tem 3% do território nacional, com 248 mil quilômetros quadrados.
“No setor têxtil, fiação, tecelagem, confecção, vestuário, temos pólos espalhados por todo o Estado com pequenas empresas dessa indústria. No setor sucro-alcooleiro, temos o maior canavial do mundo. Em muitos Estados, o ICMS da gasolina é 30%. Em São Paulo é 25%. No álcool, reduzimos de 25% para 12% o ICMS”, acrescentou Alckmin.
O governo está concentrando esforços para fomentar a economia. “São Paulo cresceu 33,2%, puxamos as exportações brasileiras. Respondemos por 1/3 das exportações e com valor agregado.” Neste sentido, uma das medidas foi instalar o chamado Poupa Tempo do exportador, o Centro de Logística para Exportação (Celex) na Imigrantes, na saída para o Porto de Santos. A exportação é isenta de impostos no Estado.
Entre os principais itens da pauta de exportação está o setor de aviação, com três fábricas da Embraer: uma em São José dos Campos, outra em Botucatu (fábrica da Neiva, subsidiária da Embraer) e a terceira em Gavião Peixoto, região de Araraquara.
Outro item da pauta está na área do agronegócio. Suco de laranja é outro item que puxa a pauta de exportação paulista, junto com veículos e outros como frutas, flores, frango, etc.
Geraldo Alckmin também expôs que outra orientação para o desenvolvimento está na educação. “Estamos procurando fazer um trabalho de ensino técnico de nível superior. Os novos câmpus da Unesp vieram nessa lógica”, afirmou.
Neste caso, o Estado refere-se às unidades das regiões da Alta Paulista (Tupã e Dracena), com cursos de zootecnia e administração em agronegócio. Na região sudoeste (Itapeva, região de Sorocaba), curso voltado à engenharia da tecnologia madeireira. “São oito novos câmpus universitários dentro dessa lógica”, frisou.