Tribuna do Leitor

Transporte urbano


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No exato momento em que as “forças vivas” da cidade se unem para combater o ingresso em cena do transporte alternativo (termo muito mais apropriado do que clandestino), percebe-se que as três empresas de transporte coletivo (todas do mesmo dono - esse é o tal fim do monopólio), sob coordenação da Emdurb, fazem vista grossa para o corte, sem prévio aviso em muitos horários de suas linhas, sob a alegação de que estamos em férias (ouvi isso de um cobrador) e cortam algumas linhas bairro a bairro, obrigando o usuário a pagar a integração, prejudicando sensivelmente a população. Vi nesse mês muitos usuários esperando ônibus em horários conhecidos e os mesmos simplesmente não vieram, num desrespeito e insensibilidade nunca vistos. Esses mesmos ônibus devem ser os mesmos que todos os dias estão ocupando os dois lados da avenida Nuno de Assis. Afinal, não existe um contrato obrigando as empresas a não deixar mais que 10% de sua frota (girando em torno de 230 ônibus) fora de circulação? Só lá na Nuno já contei mais de 30 deles parados. Isso merece uma convincente explicação. Parece-me que a população não está tão bem atendida como andam apregoando por aí. E depois, começam a surgir outras alternativas de transporte e a grita parece vir muito bem organizada. A população quer transporte de qualidade, com horários que não sofram constantes alterações, de baixo custo, venha de onde vier.

Henrique Perazzi de Aquino - RG. 9.710.205-2

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