Tribuna do Leitor

A respeito dos subsídios dos vereadores


| Tempo de leitura: 2 min

Abordagens políticas nesta época de eleições são sempre oportunas.

1 - Temos tendência a generalizações. Quando um representante de uma profissão comete um erro, somos tentados a achar que nenhum deles presta. O certo, segundo Aristóteles, seria indagar. São todos os vereadores que não prestam ? É a maioria? São alguns? Ou apenas um ou outro? 2. Se dividirmos 200 mil eleitores por 21, cada vereador tem de visitar 6 e meia pessoas diferentes a cada dia. Com 15 vereadores a média sobe para dez. Em São Paulo, um vereador teria de ver 126 pessoas por dia. É claro que muitos ficarão sem ser contatados. Existem vereadores, os “formiguinhas”, como Osvaldo Caçador e Giro Ishicawa, que viam muito mais do que isso. Em compensação, às vezes um vereador “dá uma tacada” (colocação de uma lombada ou reforma da caixa dágua de uma escola) que beneficia 5 mil alunos os quais ele não precisou “ver” para beneficiar. O ideal seria que os eleitores freqüentassem mais a Câmara para ver a atuação dos vereadores, e não ficassem em casa reclamando que nunca foram visitados. Além disso, nunca fomos visitados por nenhum pesquisador do IBGE, mas nem por isso duvidamos do Recenseamento. 3. Em nossa opinião, a eleição não deve ser considerada como “perturbação do sossego” e sim um ato importante no qual nosso futuro e de nossos filhos está em jogo. 4. Quem estabeleceu o subsídio dos vereadores foi o Congresso Nacional, autor de nossa Constituição, ou Lei Fundamental da Nação. Lá se fixa um máximo de 5% da renda do município para os gastos da Câmara como um todo. 5. Se o abacateiro está com praga, o lógico é combater a praga, e preservar o abacateiro. Se o vereador é ruim, devemos mudar o voto, não ficar na torcida para que fechem a Câmara. 6. Os prefeitos e vereadores que se elegem têm o orgulho de ter passado por um concurso público realizado através de meios eletrônicos que não permite fraudes. E, como juízes deste concurso, quando procurados por um candidato devemos perguntar seus antecedentes, o que fez e o que faz na vida, por que quer ser vereador e quais são os seus planos. Isso ajuda na escolha.

Ruy Celeste Bertotti - médico - CRM 11.435

Comentários

Comentários