Polícia

Casal é atropelado no Jd. Chapadão

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 4 min

Um casal foi atropelado no final da noite de anteontem no Jardim Chapadão por um veículo cujas placas e o condutor não foram identificados pela polícia até o fechamento desta edição.

O impressor Paulo Sérgio Martimiano, 31 anos, foi ferido gravemente e encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central. Até o fechamento desta edição, ele continuava internado em estado gravíssimo na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Base (HB).

Sua esposa, Maria Inês Martimiano Silva, 29 anos, ficou levemente ferida e foi liberada ontem pela manhã, após passar a noite em observação no HB.

Segundo apurou o JC, o casal havia saído da residência de familiares, onde estava sendo realizada uma novena. Paulo Sérgio e Maria Inês moram a cerca de duas quadras do local do acidente.

No momento do acidente, eles estariam caminhando na quadra 7 da rua Constantino Castilho. Um veículo de cor escura, que seguia no sentido Jardim Mendonça-Mary Dota, os atingiu por trás. De acordo com o registro da ocorrência, o casal estaria caminhando pela rua, próximo à guia. A polícia não soube informar se eles tentavam atravessar a via.

Com o impacto, Paulo Sérgio foi projetado a vários metros. Sua esposa permaneceu caída no local do atropelamento. O condutor de um veículo que passou minutos depois pela rua avistou as vítimas e acionou a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros.

Um inquérito foi instaurado pelo 2.º Distrito Policial (DP) para apurar o caso. Anteontem à noite, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu uma denúncia anônima de que o veículo responsável pelo acidente, supostamente um Monza, seria de propriedade de um dos moradores do bairro. A polícia foi ontem à tarde até a residência do morador e ele foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento.

Entretanto, segundo o delegado Carlos Creppe Júnior, do 2.º DP, o veículo não possuía vestígios de envolvimento no atropelamento. “Não há indícios de que ele teria sido o causador do acidente”, diz o delegado. “Estamos em diligências, nós temos algumas pistas, mas não chegamos ao autor”, afirmou

Penalidade

De acordo com a PM, o artigo 305 do Código de Trânsito considera a omissão de socorro uma infração gravíssima. Na esfera administrativa, a pena prevista é o pagamento de multa no valor de cerca de R$ 960,00, suspensão do direito de dirigir e recolhimento do documento de habilitação. Na esfera criminal, o artigo prevê pena de seis meses a um ano de detenção.

Em acidentes com vítimas, o responsável pode responder por lesão corporal culposa, cuja pena é de seis meses a dois anos de detenção, e, em caso de acidentes com mortes, por homicídio culposo, cuja pena vai de de dois a quatro anos de detenção. A penalidade aumenta de um terço até a metade pela falta de socorro.

Segundo o tenente Fabiano de Almeida Serpa, comandante da Base de Trânsito da Polícia Militar, somente no primeiro semestre deste ano a polícia registrou 128 atropelamentos no perímetro urbano de Bauru. Uma pessoa morreu.

O tenente recomenda aos pedestres pretarem atenção na hora de realizar a travessia nas ruas e olhar sempre para os dois sentidos de direção. “Eles devem dar preferência para fazer a travessia na faixa de pedestres”, completa.

A orientação da polícia é para que os pedestres sempre caminhem pelas calçadas, mesmo nas ruas de menor movimento. “Deve-se evitar ficar na rua, próximo da guia e da sarjeta e também evitar fazer a travessia da rua na diagonal”, diz.

Para os motoristas, a recomendação é de que respeitem a sinalização e os limites de velocidade. À noite, é imprescindível que o sistema de iluminação do veículo esteja acionado.

- - - - - -

Lombada

Moradores da quadra 7 da rua Constantino Castilho, onde foi registrado o duplo atropelamento anteontem à noite, informaram à reportagem que muitos motoristas constumam trafegar em alta velocidade pelo local, que é uma das principais vias de acesso do Jardim Mendonça ao Núcleo Mary Dota.

Eles cobram do poder público municipal a instalação de lombadas. “Aqui a situação está um absurdo, porque os carros passam correndo. É um perigo para as crianças”, afirma a dona de casa Conceição Pereira de Lima, 57 anos.

A moradora Rosinei Bueno Simplício, 32 anos, que tem três filhos, afirma ficar apreensiva com o movimento dos veículos. “(Meus filhos) não podem nem ficar na calçada, porque dá medo deles (veículos) invadirem a calçada. Os caminhões passam ‘voando’, parece que estão na (Marechal) Rondon”, diz.

Marlene Vicente de Souza, 47 anos, afirma que os moradores já levaram o pedido de instalação de lombadas à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), mas não obtiveram resposta.

A assessoria de imprensa da Emdurb confirmou que o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Leste encaminhou um pedido dessa natureza ao órgão no final do ano passado. A assessoria afirma, entretanto, que a Emdurb fez um estudo no local e não teria constatado excesso de velocidade por parte dos veículos.

A assessoria se comprometeu ontem à tarde a reabrir o processo para fazer um novo estudo no local e avaliar a possibilidade de instalação de um obstáculo na via pública. (MR)

Comentários

Comentários