É muito comum ouvirmos, especialmente de cidadãos da classe dominante, estas expressões: “Sou um homem honrado; não sou mentiroso”. Quando não, esta:“Meu pai me ensinou a não mentir”. Gostaríamos de acreditar, sem qualquer dúvida, nas palavras desses cavalheiros que assim se expressam. Contudo, a realidade que nós, o povo, visualizamos neste País, nos aconselha a ser um pouco mais prudentes. Seria uma maravilha para a sociedade brasileira, para a nação, se os responsáveis pelos rumos administrativos desta, fossem capazes de uma conduta tão ilibada. Já disse alguém, talvez por decepção com relação ao sistema político administrativo que predomina neste País: “Política é, também, a arte de enganar”. Infelizmente, a classe dominante brasileira, corroborando com esse pensamento, vem, por vez, se filiando a essa linha de conduta. Uns alicerçam seus interesses pessoais em veleidades, deslumbramento e ambição, visando não só progredir, como eternizar-se na carreira política. Não podemos afirmar que sejam ímprobos. Porém, não há dúvidas que são vaidosos e, por vezes, deslumbrados e pretensiosos. Outros vão muito além, tanto na vaidade quanto no deslumbramento, no vedetismo, na concupiscência. São corruptos por natureza. Metem as mãos afrontosamente nos cofres públicos. Visam o poder como instrumento de interesses escusos, a exemplo dos chefes mafiosos, que agem na Itália e Estados Unidos. Usam-na, quase que exclusivamente, com a intenção de locupletar-se. Em face de sta realidade, é necessário que os cidadãos, os quais ainda possuem em si um pouquinho de civismo, saibam que mentir não é só faltar totalmente com a verdade. Basta um pequeno escorregão, para que o cavalheiro manche a sua “aura” de cidadão autêntico. Mentiroso também é aquele que tenta enganar. É aquele que, por qualquer motivo, falseia, mascara ou subtrai a verdade, tentando mantê-la prisioneira dos seus caprichos, afim de não denunciar sua iniqüidade, sua total falta de escrúpulo.
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