Cultura

Polícia para quem precisa


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A Polícia Militar paulista é uma organização que merece ter sua eficácia reconhecida pelo Estado. São 1 milhão de ocorrências atendidas mensalmente, em operações realizadas taticamente, com policiamento comunitário e vigilância ostensiva, visando o bem-estar e segurança da população. Aqui, em Piratininga, a convivência entre cidadãos e PMs é tranqüila e amigável.

Todavia, o que me traz a esta coluna, é a reivindicação por melhores salários a estes homens capacitados e amáveis, que se vêem ultrajados e até humilhados, eu diria, com soldos que lhes permitem tão somente o sustento de suas famílias e extirpa de suas mentes qualquer sonho ou desejo de uma vida confortável, como a de muitos aos quais prestam seu atendimento, independente de dia ou horário. Eu sei bem do que falo, pois sou filha e irmã de militar, e amiga de muitos deles.

A probabilidade desta realidade mudar, mediante as candidaturas que vêm se mostrando ao longo dos anos, é remota, mas nada me impede de revoltar-me com ela. Eu gostaria, também, de agradecer a atenção e carinho que recebemos destes heróis contemporâneos, sempre educados e solícitos: obrigada amigos.

Quero aproveitar para ressaltar o comportamento exemplar e nada hostil de dois policiais civis daqui: Francisco e Piteco, que são cordatos e solícitos conosco, cidadãos, e não nos olham como criminosos, ao invés de pessoas simples em busca de justiça. Ah! Desculpe-me, já ia esquecendo-me do Flávio, que é “uma verdadeira moça” no trato conosco. Que possam servir de exemplo aos demais, tão difíceis e distantes. Escrevo este artigo na esperança de que o trabalho de vocês, policiais, seja reconhecido como se deve, pelo Estado e pela população. Mais uma vez, obrigada. (Gisele Blagitz - jornalista e presidente do PT em Piratininga - RG 16.825.170)

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