Quem convive cotidianamente com o mau comportamento de vizinhos que ainda lidam de modo inadequado com o lixo de suas casas sente-se incomodado e reclama da situação.
Os próprios moradores confirmam que falta informação e que muita gente ainda não segue as orientações passadas pelo poder público para controlar doenças como a leishmaniose em Bauru.
“Aqui ocorre o mesmo problema de toda a cidade: a falta de educação da população é tremenda. Muitas pessoas acham mais cômodo jogar o lixo em terreno baldio. É comum. Se você der uma volta no bairro, você vê isso. É um absurdo. Falta conscientização”, enfatiza Romildo Alves da Silva, morador da Pousada da Esperança.
Na opinião dele, muitos moradores acreditam que problemas como a leishmaniose não atingirão o bairro. “Sabemos que a realidade não é essa. Está lá, mas de repente está aqui. As pessoas acham difícil colocar o lixo para fora de manhã. Acham mais fácil dispensar em qualquer lugar no caminho para o trabalho. Elas querem ter o mínimo de trabalho possível”, critica.
Outro problema detectado por Silva é o horário da coleta, que varia bastante. A conseqüência são sacos de lixo rasgados por animais nas calçadas.
“Precisamos de uma coleta periódica no mesmo horário. Um dia eles passam às 6h. No outro, às 13h. Atrapalha a coleta e se o pacote estiver rasgado o lixeiro não pega. E a leishmaniose está aí. Bauru vive uma epidemia”, destaca.
Na opinião de Eva Pereira Brandão, outra moradora, falta informação. “Eu acho interessantíssimo fazer uma campanha sobre a questão do lixo. É comum a gente passar em terrenos vazios e ver lixo. Virou hábito”, afirma.
No Jardim Bela Vista, a situação também preocupa. De acordo com a moradora Mariá Jane Ribeiro Longhi, há muito lixo em terreno baldio. “Não só moradores jogam. Muita gente vem de longe para deixar lixo ali. Tem muita coisa que se deteriora rápido e acaba juntando moscas”, diz.
Outro problema, segundo a moradora, são pessoas que colocam os sacos de lixo nas calçadas muito antes do horário da coleta. “A maioria das pessoas faz errado. Eles colocam muito cedo. Por exemplo, ao meio-dia, quando saem para trabalhar. E o caminhão só passa às 19h. Os cachorros rasgam”, expõe.
O Núcleo Octávio Rasi também apresenta problemas. A coleta geralmente é feita no período da manhã, mas muitas pessoas colocam o lixo nas calçadas à noite. “Acontece bastante. Os animais passam e rasgam tudo. Além disso, há muito lixo em terreno baldio. Tem caminhões que vêm de fora jogar lixo aqui. Precisaria de conscientização”, sugere a moradora Marilene Rodrigues Moço.