Quem nunca acendeu uma vela para o santo quando bate o desespero, que atire a primeira pedra. Acender velas é uma tradição da Igreja Católica que para muitos é sinônimo de iluminar, dar a luz para determinada situação. O ato de acender uma vela, quase sempre é acompanhado de uma oração ou um pedido.
Embora a venda de velas ocorra o ano todo, é em outubro, véspera do mês de Finados que as vendas aumentam e as fábricas trabalham a todo vapor.
Na região de Bauru há várias fábricas de velas. Em Agudos, uma delas confecciona quatro mil por dia, fornecendo para supermercados, mercearias e casas especializadas em venda de produtos para umbanda.
No mês de outubro, a demanda aumenta e a produção chega a dobrar, diz o proprietário da Velas Globo, Ademir Comim.
Há três anos fabricando velas, Comim frisa que a mais vendida é a vela palito, de espessura média. “Fabricamos três tipos de velas palito. A de menor espessura, a de média e a mais grossa.”
Além das velas palito, ele fabrica velas de sete dias e decorativas, sob encomenda. “A capacidade da fábrica é de 120 quilos de parafina por dia.”
O processo de confecção é rápido. “Em resumo seria, parafina quente colocada em formas com refrigeração a água. Em pouco minutos a vela está pronta, porque a máquina coloca o pavio.”
Já a vela de sete dias não leva o pavio em sua fabricação. “É colocada uma varinha no lugar do pavio. Depois de pronta, retira-se a varinha e passa o pavio.”