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Mercado de imagens não tem crise

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O comércio de imagens de santos não tem crise, afirma o proprietário da Imagens Janunzzi, de Itápolis (115 quilômetros a nordeste de Bauru). A fábrica tem 20 funcionários, todos católicos, que produzem cerca de 20 mil imagens por mês.

A empresa, que tem 25 anos de tradição nesse segmento, trabalha com gesso e confecciona 500 tipos de imagens para os católicos e 80 para os umbandistas. Além das imagens de santo, são fabricadas ainda anjos, livros de salmos, carneirinhos e livros de mensagens para decoração.

O proprietário da empresa, Aleixo Janunzzi Neto, diz que tem 500 clientes e só não vende mais porque sua produção está no limite. “Se eu pudesse dobrar a produção, com certeza venderia, mas dependo de mão-de-obra. E para treinar uma pessoa demora até três meses.”

O processo de fabricação de uma imagem é rápido. Basta colocar o gesso líquido na forma e em 10 minutos desenformar. “O que mais demora é o acabamento, feito depois que a peça seca. Temos que tirar as rebarbas e lixar para começar a pintura.”

As imagens são divididas em duas classes, a de primeira linha e a linha popular. “As de primeira linha são pintadas com tinta melhor e há ausência de defeitos. As mais populares custam mais barato e são confeccionadas com produtos mais em conta.”

Para que uma imagem fique pronta demora cerca de quatro dias, com tempo bom. “Se não tiver sol, leva mais tempo”, observa o dono da empresa.

Mãos delicadas

A pintura das imagens é trabalho de artista. Só mãos muito delicadas conseguem pintar os olhinhos de uma santa com tanta perfeição, uma vez que todas as imagens do mesmo tipo têm de ser muito semelhante, para não dizer iguais. Os detalhes é que fazem a diferença do trabalho.

As imagens católicas, segundo Neto, são as que exigem mais trabalho na hora da pintura.

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