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Frutos da adolescência


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Não sendo nem criança e nem adulto, o adolescente transpassa uma etapa altamente importante de sua existência, pois é aí que ele procura descerrar as espessas cortinas de seu futuro. Vive, então, as confusões e incertezas do momento, às vezes alegres, às vezes doloridas, tentando descobrir com menos embaraços os caminhos que lhe possam abrir as portas e impulsioná-lo para a meta ideal, que satisfaça não só a ele, em plenitude, mas também aos seus pais, integralmente.

Em meio a tal preocupação, ele se torna, não raro, intolerante, e, a partir daí, não aceitando desrespeito e injustiça, ainda que justificados, pois deseja ser aceito exatamente como pensa ser e valorizado como iniludivelmente seja. Seja por isso, conseqüentemente, que, testemunhando a postura do filho menor, o genitor externa: “Olho para trás e pergunto: será que fui como ele, com tanto anseio de liberdade e de livre expressão de seus desejos e sonhos? Sei que ainda tenho muito mais para passar, mas agora sinto ter mais condições para entender melhor a vida da adolescência e, por isso, razões para acolher o que venha dele”.

Concorda-se, então, que adolescentes e pais dividem em pé de igualdade as suas preocupações quanto ao futuro, cabendo a estes e àqueles exercer harmoniosamente a tarefa da escolha de suas rotas, uns de encaminhamento educacional, outros de inteira aceitação, mas todas obedientes às exigências sociais, em plano sempre crescente e exigente, face às quais não podem ser determinados e decididos, uma vez que tudo é inspirado e procede dos processos naturais da vida, que os produzem segundo as derivações do mundo, mutativas por natureza, e da humanidade por exigência, metamorfoseadas ininterruptamente pelos tempos das pessoas, que não acontecem sempre que se deseje, requerendo, então, paciência e esforço de cada um, lembrando-se todos de que nada cai do céu, inclusive as conquistas individuais ou coletivas, sonhadas pelos adolescentes que comemoram amanhã o dia consagrado a seus pais. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“A expectativa é o que nutre os seres antes e põe cores de céu e sol na sua vida, mas, quando os anos passam rapidamente como em instantes, tudo à reminiscência simplesmente as convida”. Cópias do projeto Genuína Cultura, de José Carlos de Carvalho, por nós comentado recentemente, foram enviadas por seu autor aos ministros Tarso Genro (Educação) e Gilberto Gil (Cultura), os quais, através de seus assessores Márcio Souza e Adolpho Ribeiro Netto, agradeceram e comunicaram o seu recambiamento para a Fundação Biblioteca Nacional.

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