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Filhos parecidos com os pais: orgulho

Diego Molina
| Tempo de leitura: 4 min

Jair Rodrigues e Jair de Oliveira, Tarcísio Meira e Tarcísio Filho, Kirk Douglas e Michael Douglas, Pelé e Edinho, Gilberto Gil e Preta Gil, Lúcio Mauro e Lúcio Mauro Filho, Jonas Bloch e Deborah Bloch... Os exemplos de filhos em que as coisas em comum extrapolam a simples semelhança física com o pai são incontáveis. Neste Dia dos Pais, o Jornal da Cidade faz uma homenagem a estes homens através de seus filhos, que têm características e qualidades físicas, emocionais e profissionais dos progenitores.

Para um pai, nada é motivo de maior orgulho de um filho quanto ver que aquela criança está crescendo e se tornando uma pessoa de bem. Quando aquele ser humano -que nem é mais o bebezinho que o papai gostaria - revela uma personalidade cheia de traços iguais aos de seus pais, a estes só resta continuar apoiando, alegrando-se e refletindo seus sonhos nos filhos.

Às vezes, nem mesmo os membros da família conseguem perceber as semelhanças. Na opinião de Mário Augusto Galvão Barbam, ele e a filha Ananda de Barros Barbam, 13 anos, não são tão parecidos assim - mesmo que todas as pessoas digam o contrário. “Todo mundo fala que nos parecemos, então eu acredito (risos). Mas ambos somos altos!”, diz. Por outro lado, ele assume que o gênio e o jeito dos dois não nega que têm o mesmo sangue.

“Nosso gênio é muito igual. Somos muito tímidos, mas não acho que a timidez seja legal, porque sendo tímida como o pai, ela pode perder muitas oportunidades. Mas somos pessoas calmas, nosso jeito é parecido”, observa Barbam.

Por ter gostos parecidos, Ananda também se tornou companheira do pai em eventos culturais, shows e teatro. Ela diz que concorda com as semelhanças, mas aponta uma diferença entre os dois. “Eu sou mais estudiosa do que ele foi. Ele era meio bagunceiro (risos). Mas gostamos das mesmas músicas, eu gravo CDs para ele ouvir, fomos juntos ao show do Lulu Santos. E eu admiro o jeito como ele trata as pessoas, sempre com carinho”, elogia a filha.

Quando o jovem Ivander Bastazini Júnior decidiu que prestaria vestibular para medicina, seu pai não se opôs. Afinal, o filho único estaria seguindo seus passos. “Eu nunca induzi, dei total liberdade e quando ele decidiu fazer medicina, tentei ajudar em tudo que pude, mostrando o melhor caminho”, diz o dermatologista Ivander Bastazini.

De acordo com o pai, os pontos em que nota maiores semelhanças com o filho – que trabalha junto com ele em uma clínica dermatológica da cidade - são as idéias. “Temos os mesmos ideais, gostamos das mesmas coisas, não só no âmbito profissional, mas também no esporte. Nos interessamos pelas mesmas coisas, embora não sejamos grandes esportistas (risos). Talvez eu tenha conseguido transmitir isso a ele”, ressalta.

O pai só tem uma observação sobre as diferenças entre os dois. “Eu acho que ele é um pouquinho mais folgado do que eu (risos). Ele leva as coisas mais na flauta, eu sou mais certinho, detalhista, quero as coisas na hora. Ele é mais tranqüilo”, brinca.

O filho também não se acha parecido com o pai, apesar da voz bastante semelhante. “O que eu herdei bastante foi o gosto pela profissão. Apesar de não ter tido uma orientação do tipo ‘faça a mesma coisa que eu’, desde criança eu via meu pai trabalhando. Via o modo de vida dele e o amor pela profissão e isso foi uma coisa que me marcou”, relembra Bastazini Júnior.

O advogado e professor de direito Conrado Rodrigues Segalla também herdou do pai, o professor José Roberto Martins Segalla, mais do que os traços físicos. Ele relata que desde os anos de colegial - o antigo ensino médio - já admirava o posicionamento de seu pai em sua profissão, tanto como advogado quanto docente.

“Eu escolhi a área jurídica espelhado no procedimento de vida dele, por isso segui esse caminho. Eu o via buscando a realização da Justiça, buscando trazer satisfação às pessoas e achei que isso seria algo produtivo e salutar, e que poderia fazer isso também com a minha vida”, diz Segalla.

Neste Dia dos Pais, o filho comenta com orgulho que hoje mantém a mesma profissão e ainda tem a oportunidade de trabalhar ao lado de seu pai. “Somos parecidos na questão de ter de refletir bastante antes de tomar alguma posição, ponderar bastante, não agir de forma precipitada. Mas a principal característica do meu pai é a honestidade e o respeito pelas pessoas”, conclui Segalla.

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