Bairros

Emdurb planeja construir novo aterro

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) está planejando a construção de um aterro sanitário com capacidade para receber as 210 toneladas de resíduos gerados diariamente na cidade durante um período de 15 a 20 anos. A área escolhida para abrigá-lo fica ao lado do atual depósito de lixo, localizado na região das Penitenciárias 1 e 2.

Segundo a gerente de Resíduos e Gestão Ambiental da Emdurb, engenheira Roberta Oliveira Lança, o aterro que vem sendo utilizado desde 1994 está perto do esgotamento e poderá ser utilizado no máximo por mais três anos. Ela afirma que, em razão disso, o processo para construção do novo aterro já foi iniciado. “Fizemos a topografia do local e estamos traçando os planos”, relata.

Lança afirma que a antecedência é necessária em razão dos trâmites burocráticos. “Temos uma série de etapas que precisam ser cumpridas antes que o novo aterro entre em operação”, argumenta.

Ela explica que a área destinada ao depósito de resíduos tem quase o dobro da ocupada pelo atual aterro, que conta com cerca de 300 mil metros quadrados, mas não será utilizada totalmente, pois a mata existente no terreno será preservada.

De acordo com a gerente da Emdurb, a opção pelo terreno, que pertence à prefeitura, foi motivada por razões logísticas. “Como é uma área adjacente ao aterro atual, não teremos custos maiores com o deslocamento de equipamentos como a balança. Aproveitando o mesmo local, sairemos ganhando”, destaca.

O gerente da Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) em Bauru, Rogério Chini, explica que o pedido de licença de instalação do novo aterro será avaliado primeiramente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e, posteriormente, pelo órgão. “Somente após essa análise é que o projeto poderia ser implantado”, ressalta.

Esgotamento

O atual aterro sanitário de Bauru começou a ser utilizado em 1994, dois anos depois do Ministério Público exigir a destinação correta do lixo no município. A previsão inicial era que ele tivesse vida útil de dez anos, ou seja, estaria esgotado neste ano.

Lança afirma, no entanto, que o depósito ainda comportará os detritos da cidade por um prazo de um ano e meio a três anos. “Antigamente, o lixo era simplesmente jogado no aterro. A partir do momento em que se introduziu o trator-esteira para compactá-lo, seu volume foi reduzido e isso auxiliou na ampliação de sua vida útil”, justifica.

Para ela, a coleta seletiva de resíduos também foi um fator importante para que isso ocorresse. “Até pela situação econômica do País, temos muitos catadores informais que estão retirando bastante material do lixo para sobreviver”, comenta.

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), do Instituto Ambiental Vidágua, tem previsões menos otimistas em relação ao atual aterro. “Acredito que ele irá agüentar no máximo mais um ano. Praticamente 95% dos nossos resíduos recicláveis ainda estão sendo enterrados e para mudar isso a prefeitura deveria investir em educação ambiental”, declara.

A gerente da Emdurb conta que a empresa municipal tem planos para construir um parque educacional voltado para o meio ambiente exatamente na área em que fica o depósito de resíduos que vem sendo utilizado, mas isso será feito apenas quando as atividades no local forem encerradas.

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