Polícia

Mulher é morta a tiro na Vl. Ipiranga

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 4 min

O detento Joaquim Lopes Greco Júnior, 25 anos, foi preso sob acusação de ter assassinado sua namorada Michele Aparecida da Silva, 18 anos, com um tiro na cabeça, na madrugada de ontem em Bauru. Ela é a 36.ª vítima de homicídio neste ano na cidade.

Greco Jr. cumpre pena por roubo no regime semi-aberto da penitenciária de Marília e havia sido beneficiado com a saída temporária do Dia dos Pais. Ele deveria ter retornado ao presídio anteontem à tarde.

O crime ocorreu por volta da 1h de ontem, na casa de uma amiga da vítima, na quadra 14 da rua Pedro Fernandes, na Vila Ipiranga. O casal, que tem uma filha de 1 ano, visitava Ana Paula Pompeu de Oliveira, 28 anos, que, no momento do crime, estava em casa com suas filhas e marido.

Ana Paula informou à polícia que Greco Jr. estava aparentemente embriagado. Logo no início da visita, o acusado teria exibido um revólver 38, que trazia na cintura. “Assim que ele sentou no sofá, começou a mostrar que estava armado e nós já ficamos com medo”, descreveu a testemunha.

Ela conta que, assim como Michele, pediu para que o acusado parasse com aquele comportamento. Momentos depois, Greco Jr. e a namorada iniciaram uma discussão. O rapaz teria reclamado que Michele não estaria lhe dando atenção, mandando-lhe cartas ou fazendo-lhe visitas na penitenciária. Durante a cena de ciúmes, ele teria descarregado parte da munição do revólver.

“Nós pensávamos que ele tinha tirado todas as balas e ele começou a colocar o revólver no ouvido dela (Michele). Ela ria, pensando que não tinha bala”, conta Ana Paula. Em determinado momento, o acusado teria apontado a arma para a cabeça da vítima e apertado o gatilho, mas o projétil não foi deflagrado.

“Não houve o disparo porque a bala não estava na agulha, em posição de disparo. Quando ele acionou pela segunda vez, o tambor girou e colocou a bala na posição”, explica o delegado-adjunto do 1.º Distrito Policial, Eliseu de Freitas Costa, que investiga o caso.

Na segunda tentativa, Michele foi baleada na cabeça, na altura do ouvido. A filha de Ana Paula de 3 anos presenciou a cena e quase foi atingida pelo projétil, segundo o delegado. Greco Jr. fugiu e se deslocou até a favela do Jardim Vitória, onde a vítima residia.

Lá, teria efetivado outros disparos na rua, mas ninguém foi atingido. O casal de amigos acionou o Pronto-Socorro Ipiranga e Michele foi socorrida, mas já chegou ao hospital morta. De acordo com o sargento Edmilson Marinho da Silva, que atendeu a ocorrência, a polícia foi acionada e por volta das 2h30 uma equipe da Base Oeste chegou até a casa dos pais do acusado, localizada na quadra 7 da travessa Giocondo Fernandes, na Vila Ipiranga.

Greco Jr. foi encontrado no quarto e negou inicialmente que teria cometido o crime. Durante revista pela casa, a polícia encontrou um revólver 38 e uma espingarda. O acusado foi preso em flagrante e indiciado por homicídio qualificado. Se condenado, ele pode pegar pena de 12 a 30 anos de prisão. “O motivo foi fútil. Ao que entendo o que levou ele a puxar o gatilho foi o ciúmes”, avalia o delegado.

Greco Jr. também foi qualificado por porte ilegal de arma, cuja pena prevista é de três a seis anos de reclusão. Na delegacia, ele não quis prestar depoimento e disse que só se pronunciaria em juízo.

O rapaz ainda é acusado de, antes do homicídio, ter roubado uma farmácia localizada na avenida Castelo Branco. Até ontem à tarde, ele permanecia no 1.º DP, de onde seria transferido para a Cadeia Pública de Avaí.

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Roubo

O detento Joaquim Lopes Greco Júnior, 25 anos, acusado de matar a namorada, foi reconhecido ontem como o autor de um assalto ocorrido em uma farmácia localizada na avenida Castelo Branco, na Vila Popular Ipiranga.

O roubo ocorreu anteontem por volta das 20h40, antes do homicídio. De posse de um revólver, um homem que foi reconhecido como sendo Greco Jr. anunciou o assalto e levou do estabelecimento cerca de R$ 30,00.

Além do inquérito por homicídio qualificado, o acusado deve responder por roubo qualificado, cuja pena prevista vai de quatro a dez anos de detenção.

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