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Sexta-feira 13 revive as superstições

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 3 min

Sexta-feira, 13 de agosto de 2004. Tida como dia de sorte ou azar, a data de hoje não deixa de ser lembrada pela maioria da população, pois está ligada às superstições. Entre elas, bater três vezes na madeira, não passar debaixo de escadas, cobrir espelhos, carregar um trevo de quatro folhas ou um pé de coelho na bolsa.

Mas ao contrário do que diz a sabedoria popular, as crenças em amuletos ou dicas de sorte fazem parte do pensamento humano. As pinturas rupestres, por exemplo, utilizavam representações de pessoas e animais para atrair boa caça.

Segundo estudos de Sigmund Freud e Carl Jung, acreditar em superstições está relacionado aos processos mentais inconscientes do homem. Isso ajuda a entender porque as benzedeiras, cartomantes ou gurus continuam sendo procurados por centenas de pessoas na era da modernidade.

A superstição é ainda mais forte quando o dia 13 cai em uma sexta-feira, e especialmente no mês de agosto, conhecido por muitos como “o mês do cachorro louco”. No cinema, a data foi explorada no filme Sexta-Feira 13", de Sean Cunningham. No longa, o psicopata Jason Voorheess aparece pela primeira vez no lago Cristal para amedrontar uma colônia de férias - uma história de terror que fez muito sucesso na década de 80. O aniversário de 100 anos do mestre do suspense Alfred Hitchcock também ocorreu em 13 de agosto (de 1999).

Bauru guarda uma péssima lembrança relacionada ao dia 13 de agosto. Na data, no ano de 1976, houve a explosão de um trecho da avenida Nações Unidas, minutos depois da visita do ex-presidente Ernesto Geisel à cidade. O canteiro central da via foi totalmente destruído e vidraças das casas, a pelo menos 100 metros do acidente, tremeram.

Para muitos, o número 13 é símbolo de desgraça devido ao número de pessoas da Última Ceia de Jesus Cristo. Uma das teorias diz que ela ocorreu em uma sexta-feira e que Cristo foi traído pelo 13.º convidado. Por isso, várias pessoas evitam viajar em sextas-feiras 13. Em alguns hotéis, não existe o quarto de número 13, e em diversos prédios, especialmente os construídos nos Estados Unidos, os andares pulam do 12.º para o 14.º, temendo que o 13.º bloco traga azar.

Mas para outras pessoas, o número 13 é considerado símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de prosperidade. Na Índia, o 13 é tido como um número religioso: os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo numeral 13.

Para o assistente técnico da Seleção Brasileira, Mario Zagallo, o número 13 é sinônimo de sorte. “Eu nasci em (19)31; invertido dá 13. Moro no 13.º andar, voto na 13.ª Zona Eleitoral. Fui campeão do mundo em (19)58 (5+8=13), fui tetracampeão em 94 (9+4=13). O nome da minha mulher é Alcina Zagallo: tem 13 letras. O Brasil foi campeão agora (Copa América): Brasil Campeão tem 13 letras. Argentina vice também tem 13 letras. Técnico Zagalo tem 13 letras”, disse, durante coletiva à imprensa realizada em julho, após a vitória do Brasil contra a Argentina, na Copa América deste ano.

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