Agudos - O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, afirmou ontem em Agudos que o programa de reforma agrária vai gerar, até o final da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cerca de 2 milhões de empregos no campo. Ele participou da solenidade de abertura da II Feira Estadual da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural (Agrifam). O prefeito de Agudos, Carlos Octaviani, e o vice-presidente da Federação Agrícola do Estado de Estado de São Paulo (Faesp), Maurício Lima Verde Guimarães, recepcionaram o ministro.
“Nós queremos um campo com paz e justiça social, que ofereça oportunidade de trabalho. Vamos manter rigorosamente essa conduta. Nós estamos animados com a execução do Plano Nacional de Reforma Agrária. Vamos avançar em todas as nossas metas a partir desse segundo semestre, a medida que no primeiro tivemos uma greve no Incra e atrasou nosso plano”, explica Rossseto.
O ministro garante que “a perda” provocada pela greve será recuperada. “Os servidores estão entusiasmados. Vamos colaborar com um projeto que é muito bom para o País. O Brasil é um dos poucos países do mundo que boas oportunidades por dispor de terra improdutiva e de milhares de pessoas que querem trabalhar. Nós vamos colaborar com o Programa de Reforma Agrária gerando 2 milhões de postos de trabalho no campo”, garante.
Rosseto informou, ainda, que o governo já está investindo cerca de R$ 7 bilhões no fomento da agricultura familiar. “Nós saimos no primeiro ano agrícola com o recorde de R$ 4,6 bilhões investidos. Já no primeiro ano dobramos o volume de investimentos. Estamos qualificando e simplificando o acesso a esse crédito, assegurando financiamento para o investimento do custeio da agroindústria, para a organização das nossas cooperativas.”
A agricultura familiar responde hoje por sete em cada dez empregos no campo brasileiro. “Ela permite uma utilização melhor da nossa terra em relaçãoa geração de emprego; produz um equilíbrio menor com o meio ambiente e cria uma dinâmica mais viva, uma vitalidade econômica e social nos nossos municípios. Quase 40% de tudo aquilo que é produzido no campo brasileiro vem desse modelo agrário”, diz Rosseto.
Financiamentos
O secretário de Estado da Agricultura, Antonio Duarte Nogueira Jr., também prestigiou o evento. Segundo ele, grande parte da produção agrícola do País é gerada nas pequenas propriedades através da garicultura familiar.
“No nosso entendimento, a agricultura familiar não é excludente e nem conflitante com a agricultura empresarial. Pelo contrário, elas são parceiras e integradas”, explica.
Nogueira Jr. diz que sua secretaria dispensa atenção na ampliação das linhas de financiamento. “Ampliamos as nossas linhas de financiamento para o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista com juros de 4% ao ano para a agricultura familiar, ou seja, para os produtores com renda bruta anual de até R$ 185 mil.”
Na avaliação do secretário, o incentivo à agricultura familiar vai alavancar ainda mais o agronegócio. “Nós precisamos criar condições para que os investimentos de custeio e de infraestrutura possam chegar a todos que trabalham no campo, desde o agricultor empresarial, que já é capitalizado, portanto dispõe de instrumentos para ele próprio bancar os créditos que já existem, até o agricultor familiar, que precisa de um empurrãozinho.”