Geral

Escola da Vila Dutra não tem bancos e mesas para merenda

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 3 min

A falta de infra-estrutura está prejudicando os cerca de 720 alunos matriculados na escola estadual Luiz Carlos Gomes, localizada na Vila Dutra. Os estudantes do ciclo 1 do ensino fundamental (1.ª a 4.ª série) não têm refeitório e além disso, faltam salas de aula e parte do mobiliário escolar necessário, como armários e bancos para merenda.

Na hora do recreio - que é divido em dois períodos (um para os estudantes da 1.ª a 2.ª série e outro para a 3.ª e 4.ª série) - os alunos disputam os apenas 50 lugares disponíveis nas oito mesas posicionadas no pátio da escola. O restante das crianças improvisa lugares em muretas ou senta no chão.

É o que ocorreu com Tayná Cristina de Souza Barbosa Soares, 9 anos e aluna da 3.ª série, no dia da visita da reportagem à escola. “Às vezes não tem lugar e eu sento com as meninas do outro lado”, conta, se referindo a um espaço na grama da escola. “Também como meu lanche junto com meus amigos lá (na grama)”, revela Leandro de Carvalho Dias, também de 9 anos e matriculado na 3.ª série.

O problema da precariedade de mesas e cadeiras é agravado pela falta de espaço físico na escola, que está em funcionamento há quase 15 anos. “Haviam apenas três mesas, mas a Diretoria (Diretoria Regional de Ensino), conseguiu outras cinco. Porém, eu não tenho espaço para colocar mais”, diz a diretora Stella Regina de Azevedo Garcia.

Outro problema é número insuficiente de salas de aula, que possuem cerca de 49 metros quadrados cada uma. Segundo Stella, cerca de 350 alunos são divididos em 22 salas, sendo que duas delas são feitas de madeirit (material que se assemelha a estruturas de madeira). Com placas de bolor no teto e extremamente quentes, esses locais podem prejudicar o aprendizado escolar. “No calor, as salas ficam quase insuportáveis”, diz a diretora. “Por causa do mofo, quem tem asma ou bronquite pode até passar mal”, completa.

Não são só os alunos que sofrem com a falta de infra-estrutura. Em um pequeno espaço, que possui menos do que 30 metros quadrados, funcionam a coordenação, diretoria e sala de reunião dos cerca de 25 professores da escola. No local, existem apenas dois armários para guardar todo o material didático e documentos da secretaria da instituição.

Projeto de reforma

A diretoria da escola Luiz Carlos Gomes já enviou vários ofícios à Diretoria de Ensino, mas até agora não foram tomadas medidas eficazes para melhorar as condições físicas do local. Segundo o assistente técnico de planejamento da Diretoria de Ensino, Paulo Maximino, estão previstas reformas para ampliar o espaço físico da instituição.

Há duas semanas, uma equipe da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão da Secretaria do Estado da Educação, realizou levantamentos técnicos na escola. “Estão previstas adequações devidas, inclusive as duas salas de madeirit serão substituídas por salas de alvenaria”, afirma Maximino.

Após a análise técnica, será elaborado um projeto, que passará por um processo de licitação. Devido aos trâmites burocráticos, a reforma não deverá começar neste ano, observa Maximino. “É um projeto que deverá ficar para o ano que vem”, diz.

Enquanto o problema da infra-estrutura na escola não é resolvido, a administração utiliza métodos caseiros para garantir mais conforto aos estudantes. Entre eles, a criação de uma sala de reforço num espaço que funcionava como garagem, e a construção de mesas e bancos para merenda usando materiais comprados com dinheiro arrecadado em festas beneficentes.

Comentários

Comentários