Tribuna do Leitor

A venda da Tilibra


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Um amigo, ao ler a notícia sobre a venda da Tilibra, indagou se isso é bom ou ruim para Bauru. Acho que pode ser ótimo para Bauru se olharmos para o prisma principal que está ligado aos jovens da terceira geração dos Coube, ainda com muito a realizar, considerando seu preparo, seu entusiasmo, seu relacionamento, sua experiência no setor industrial, etc. Vejo que os americanos deverão manter a unidade local por aqui mesmo e abastecendo o mercado brasileiro, já que nos Estados Unidos eles têm unidades industriais suficientes para tal.

Imagino os jovens filhos de Henrique, Sérvio e Ruben, abrindo suas próprias empresas por aqui e gerando empregos, enriquecendo nossa economia com mais arrecadação de impostos, girando por aqui nossa moeda e muito mais. Imagino a formação de vários grupos menores que a Tilibra, mas com um ótimo capital resultado de sua venda e muita experiência a empregar na proposta. Estou certo de que poucos da terceira geração irão para outros centros, já que optaram por Bauru para se instalar e não há motivos para daqui se mudar.

Enfim, sentimos um pouco, pois não estamos acostumados a ver a marca Tilibra desvinculada da família Coube. Porém, como a globalização insiste em agilidade, adequação ao mercado, sinergia, composição, visão futurista, etc, estou certo de que os diretores e sócios da Tilibra tiveram motivos de sobra para decidir por sua efetiva venda. Ainda há a considerar o aspecto anunciado de que os diretores atuais continuarão no comando da empresa pelo menos por dois anos. Tanto melhor, mas se tiver que ceder seus lugares, terão “bala” e experiência para partir para outras. E que tenham muita sorte.

Renato Cardoso - publicitário - RG 3.650.683

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