Regional

Serra de Botucatu 'esconde' 22 sacis

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

O saci-pererê é uma das figuras mitológicas mais populares das histórias infantis. Tornou-se mais conhecida a partir do Sítio do Pica-pau Amarelo, onde aparece fazendo suas brincadeiras com crianças. Na cidade de Botucatu (a 100 quilômetros a sudeste de Bauru) o Festival do Saci tenta resgatar suas histórias, preservar o folclore e a mata numa versão mais voltada ao meio ambiente.

Pulando com uma perna só, o saci-pererê fez suas primeiras aparições nas histórias no final do século 18. A partir daí fixa-se no mundo fantástico da cultura popular. Atrevido, astuto e chegado a um cachimbo, ele usa uma carapuça vermelha que lhe dá o poder de se tornar invisível. Na serra de Botucatu, garantem os criadores, há 22 sacis.

A ele é atribuído a perturbação da vida doméstica, onde ele é tido como aquele que esconde as objetos, apaga o fogo, queima alimentos, trança os rabos e crinas dos animais, mas nunca faz maldades.

Em Botucatu, as histórias do saci nasceram com a curiosidade de alguns estudantes, há mais de 15 anos, e hoje estão presentes na vida das crianças e jovens, seja através da preservação da mata, habitat natural do saci, nas receitas culinárias, nos segredos das bebidas, na música e nas lendas.

Embora muitos não acreditem, o saci existe. Existe para quem dá asas a sua imaginação e oportunidade de fugir do real, do palpável para viver uma fantasia. O projeto cultural que revive o personagem em Botucatu conta com a Associação dos Criadores de Saci, uma entidade que agrega pessoas que dizem ter levado um casal de sacis para viver na cuesta botucatuense.

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