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Bauru não disputa Reitoria da Unesp

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) também está clima eleitoral. Além de escolherem prefeitos e vereadores nas eleições municipais, os docentes, funcionários e alunos terão ainda de decidir pelo nome dos candidatos à sucessão do reitor José Carlos Trindade e do vice, Paulo César Razuk. A disputa, que será realizada entre 23 e 25 de novembro, só não é mais instigante porque nenhum docente de Bauru concorrerá às vagas.

O reduzido número de professores titulares (com pelo menos cinco anos de livre-docência) pode explicar a ausência do câmpus local no processo eleitoral. A Unesp possui 23 câmpus em todo o Estado - o maior é o de Bauru.

Razuk, que é docente em Bauru, foi o primeiro a reunir as condições para disputar o pleito e seria o candidato natural à próxima gestão, mas não se inscreveu, confirma o diretor do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) e da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), José Carlos Plácido da Silva.

“Numa conversa com os diretores (das faculdades do câmpus de Bauru) ele disse que seria candidato ou apoiaria um nome ou ainda voltaria para cá. Temos um número reduzido de professores titulares porque o câmpus de Bauru é recente, mas a evolução (de titularidade) é muito grande”, explica Silva.

Na opinião dele, a falta de candidatos do câmpus de Bauru não é sinônimo de enfraquecimento político da unidade. Concordam com ele os candidatos das chapas concorrentes. Disputam a Reitoria o biólogo e diretor do Instituto de Biociências do câmpus de Rio Claro, Amilton Ferreira, e o pró-reitor de pós-graduação, Marcos Macari, docente no câmpus de Jaboticabal.

Concorrem à vaga de vice, respectivamente, Neivo Zorzetto, docente do curso de fonoaudiologia do câmpus de Marília, e Hermann Vorwald, professor da área de engenharia de materiais do câmpus de Guaratinguetá.

“Absolutamente não há enfraquecimentos” Bauru será um câmpus forte por estar numa cidade e numa região muito importante”, ressalta Ferreira. Já para Macari, o avanço do câmpus depende do corpo docente, discente e dos funcionários. Além do que, diz ele, o reitor tem de ter uma visão geral.

Participa do mesmo coro, o professor de direito civil do câmpus de Franca, Hélio Borghi. Ele é presidente da Comissão Eleitoral, cujos membros são indicados pelo Colégio Eleitoral, órgão composto pelos conselhos Universitário, de Administração e de Ensino e Pesquisa.

“Essa é uma opinião pessoal, sem qualquer vínculo (com a comissão eleitoral). Significa dizer (a partir da idéia de enfraquecimento), que todas as outras cidades ficariam enfraquecidas. Neste caso, o reitor estaria agindo fora da função que lhe foi delegada, porque não pode dar preferência a uma cidade”, avalia Borghi.

Mas como o câmpus de Bauru é grande e dispõe de um quadro de docentes qualificado, Silva acredita que, independentemente de quem assumir a Reitoria, nomes do câmpus local serão convidados a participar da administração.

“Bauru é um câmpus que permite prognosticar que no futuro dará grandes administradores. Tem gente muito boa. A falta de um candidato reflete apenas um momento político, cujas circunstâncias eu não ousaria discutir por não ter a visão completa de todas as discussões que eventualmente tenham havido”, afirma o professor do departamento de Zoologia e Botânica de São José do Rio Preto, Arif Cais.

Ele também é membro da Comissão Eleitoral, mas ressalta que manifesta apenas um sentimento pessoal.

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