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Gestão chega ao fim sem interiorização

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A gestão do reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), José Carlos Souza Trindade, e de seu vice, Paulo César Razuk, chega ao fim sem viabilizar a descentralização da Reitoria, mote da campanha que os elegeu. Há pouco mais de um ano, a Reitoria já confirmava a mudança de planos, alteração decorrente de pressões contrárias ao projeto de deslocar a sede administrativa da universidade para o Interior.

O processo de transferência de São Paulo foi desgastante e polêmico, mas não fragilizou o câmpus de Bauru. Pelo menos é o que pensa o professor do departamento de Zoologia e Botânica de São José do Rio Preto, Arif Cais. Ele também é membro da Comissão Eleitoral da Unesp.

“A proposta (de interiorizar) foi a pior que poderia partir da cabeça de um reitor. Achamos isso de um provincianismo absurdo, que faria mais mal do que bem, mas não fragilizou (o câmpus de Bauru)”, diz, ressaltanto posicionamento de cunho essencialmente pessoal.

No entanto, na época em que a atual Reitoria assumiu, professores, funcionários e alunos da universidade defendiam a interiorização, desde que ela obedecesse critérios técnicos. A proposta e o posicionamento da comunidade universitária provocaram o envolvimento dos bauruenses e de representantes do Executivo e Legislativo.

Após um discurso de Razuk na Câmara Municipal de Bauru, os vereadores decidiram lutar para trazer a sede da Reitoria para a cidade. Em março de 2001, o prefeito ofereceu três prédios à Reitoria da Unesp. Três meses depois, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico produziu um vídeo para reforçar as vantagens de Bauru.

O trabalho apresentava como destaque para a conquista da Reitoria a localização geográfica da cidade e seu privilegiado entroncamento rodo-hidro-ferroviário e aeroviário.

Um mês depois, foi aventada a possibilidade da realização de um plebiscito em todos os câmpus para definir se a sede administrativa deveria ou não ser transferida para o Interior, ma a proposta não saiu do papel.

Razuk não foi encontrado para comentar o assunto porque havia sido hospitalizado e somente ontem receberia alta médica.

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