Cultura

Sem aviso, PM usa radar


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Sou a favor de se utilizar o radar e sem aviso, como publicou o JC recentemente, pois condutores de veículos que insistem em cometer infrações, geralmente a fazem, sempre dando uma olhadinha se não há um policial do trânsito por perto. Eu constantemente vejo várias infrações de outros motoristas quando não há policiamento no local, e quando o condutor é pego de surpresa vem aquela desculpa: “Seu guarda, eu atendi o celular pra dizer que estou dirigindo e que não posso falar agora” (mas atendeu!). “Seu guarda, acabei de chegar, mas já estou saindo” (saindo porque o guarda chegou). “Seu guarda, passei no vermelho, mas me perdoa, o senhor poderia só me orientar hoje, prometo que não faço mais”. Não quero dizer que todos devem ser perfeitos, pois infrações, às vezes, se cometem, mas algumas podem ser evitadas, como por exemplo: celular, estacionamento irregular (guia rebaixada, placa proibido estacionar ou parar, parar sobre a faixa de pedestre, etc.). Em relação ao excesso de velocidade, é uma infração que pode muito bem ser evitada. É só querer e prestar atenção na sinalização de velocidade máxima, mas como o guarda não está vendo... Até ser pego de surpresa. A vantagem do condutor ser pego de surpresa, eu acredito que seja válida porque ele iria pensar duas vezes antes de infringir uma lei, pois o policial pode ou não estar fiscalizando. É onde o condutor passa a dirigir preventivamente. Existe o respeito pela sinalização de velocidade máxima somente onde há placas indicando a presença do radar, depois dele é salve-se quem puder e saia da frente. Exemplo: depois do horto florestal, logo após o radar, teve um atropelamento com vítima fatal; antes do radar, próximo à quadra 37 da Rodrigues Alves, houve um capotamento (excesso de velocidade). Onde há o radar, todos respeitam, antes ou depois dele... O policial de trânsito deveria ter mais “liberdade” para executar suas tarefas, pois a intenção é prevenir, não visando lucro para outros. Nem ser punitivo, pois quem é multado é porque alguma coisa fez. Se não for rigoroso, ele estará dando margem para a reincidência, pois alguns diriam: “O policial só me orienta, e já não é a primeira vez”. E assim o motorista continua a cometer suas infrações. Quando é surpreendido e é notificado, ele poderá pensar duas vezes antes de cometer outra infração. Em relação ao uso do radar, a reportagem informou que vários veículos estavam bem acima do limite de velocidade. Imaginem se um idoso ou uma criança, que são dependentes, fossem atropelados por um veículo que transita na velocidade de uma rodovia? Morte na certa. Ele não é nem multado e a outra família perde um parente. Condutores devem pensar que a todo momento, em todo lugar, existe um policial ou um radar para surpreendê-los, assim podem ser evitados alguns abusos. Obrigado.

Paulo César Plana Cava

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