Tribuna do Leitor

Castelo Branco ou Água do Sobrado


| Tempo de leitura: 3 min

Consideramos um absurdo insistirem no alargamento da avenida Castelo Branco, após já terem deliberado construir uma espaçosíssima avenida sobre o ribeirão denominado Água do Sobrado.

O alargamento da Castelo trará uma infinidade de problemas para os proprietários dos imóveis do lado esquerdo da referida avenida, visto que aquela via é tradicional e os terrenos nos quais se situam os prédios são demasiadamente pequenos, por conseguinte, a retirada de cinco metros da frente dos mesmos, além de não permitir que a via se torne realmente numa avenida, ainda ocasionará intensivas modificações nos prédios que perderão jardins, varandas, garagens, salas, quartos e outras coisas mais, a ponto de se tornarem verdadeiros cubículos imprestáveis, tanto para residências como para comércio.

Após essa radical e dispendiosa mexida, se o imóvel valia 100 mil reais, o proprietário não encontra quem queira pagar dez mil reais pelo mesmo. Abandonados, tais prédios tornar-se-ão abrigos de marginais.

Além do mais, por que instituíram a desapropriação somente do lado esquerdo da referida avenida, se este lado está ladeado de prédios até o término da avenida, ao passo que, do lado direito, da referida avenida, após a quadra número “32”, nada mais existe senão o recém-construído posto de gasolina denominado Sabiá, que em nada será atingido se a partir da quadra número “33” adotarem o recuo para o lado direito da referida avenida.

É bem verdade que na referida quadra, existem 3 ou 4 modestas casinhas, cujos proprietários poderão ser muito bem indenizados a fim de construírem novas casas em seus vastos terrenos ou em outros locais pelos quais se interessarem.

A partir das referidas casinhas, nada mais existe senão um vasto gramado de mais de 200 metros de largura, marginando a avenida, em toda a sua extensão, fato que já não ocorre do lado esquerdo, visto que esse lado já se encontra inteiramente ladeado de prédios situados em terrenos que, se desapropriados em um só metro, provocará uma verdadeira balbúrdia entre os moradores face à necessidade das demolições e de transformações dos prédios ali existentes.

Face as dificuldades que a Castelo apresenta junto à pequena rotatória e aos problemas que o seu alargamento ocasionarão aos proprietários dos imóveis, aliadas às vultosas somas que a municipalidade terá que despender com as desapropriações e outras coisas mais, o mais certo é partir para a construção de uma verdadeira avenida sobre a Água do Sobrado, tornando sem efeito, de uma vez por todas, tudo o que fôra decretado ou publicado a respeito do alargamento da Castelo, visto que toda essa confabulação só tem contribuído, em muito, para desvalorizar os imóveis e prejudicar seriamente o desenvolvimento daquela região.

Se julgarem que o alargamento da Castelo é de prioridade, que executem, porém, a partir da quadra n.º 33 passem a desapropriar apenas os imóveis do lado direito da referida avenida, visto que da referida quadra até a divisa do município de Piratininga só há pasto e cerrado, por conseguinte, não atingirá prédios e muito menos moradores.

Edmundo José da Silva - RG 13.748.325

Comentários

Comentários