Gostaria, através da coluna do leitor, de parabenizar todos os catequistas pelo seu dia que é comemorado em 28 de agosto. Quem acompanha o trabalho desses mensageiros de Deus, sabe que somente com muita dedicação, paciência e, principalmente, amor no que fazem, é possível desempenhar essa missão. Missão essa onde a única gratificação é o sorriso e o carinho das crianças no decorrer da evangelização.
Desde o tempo dos primeiros catequistas José de Anchieta, Manoel da Nóbrega e Antonio Vieira até os dias de hoje, esses abnegados religiosos nunca mostram cansaço ou desânimo no que fazem, pelo contrário, no início procuram com muita paciência administrar o contraste de formação dos catequizandos. Alguns trazem nos rostos a falta de carinho e amor de seus pais. Outros demonstram uma formação mais privilegiada. Cabe aos catequistas mostrar, através de palavras e gestos, que, perante Deus, o criador, todos são iguais.
Essas “tias” ou “tios”, como assim são chamados, não escolheram ser mensageiros de Deus, mas foram escolhidos por ele. As grandes almas, como os poetas, conservam seu coração de criança em qualquer idade. Por isso mesmo radiografam o ser humano em suas profundezas. “Duas vidas todos temos,/ muitas vezes sem saber.../ A vida que de fato vivemos,/ e a que sonhamos viver.” Tecida de sonhos, orvalhada de esperança, a vida é sempre mais leve e sagrada, cheia de sol e de largos horizontes. Mergulhando fundo, Fernando Pessoa nos encoraja e incentiva.
“Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.” Evangelizar é a missão de vocês, é viver a comunhão, é doação. O resto virá de acréscimo, espontaneamente. Peçamos a Deus que continue iluminando o seu caminho e que a felicidade seja sempre a sua companheira.
João Batista dos Santos - RG 12.632.072