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O triunfo que virá!


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“A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim”. É isso aí... Estamos certos de estarmos certos usando a velha canção para perfilhar episódios ocorridos no campeonato mundial de futebol, que deu a Pelé o ouro em disputa, e nas Olimpíadas 2004, que acabam de negar à Daiane dos Santos o precioso ouro da ginástica artística. Ambos os certames, esportivos por natureza, tinham, entre outros, dois brasileiros idênticos na cor, na idade e nos anseios de triunfo, mas, infelizmente, a menina não conseguiu o cobiçado prêmio. A fatalidade, que não impediu os dribles e os gols de Pelé nos gramados europeus, impediu Daiane de fazer o mesmo em quadras também européias, ou seja, na mesma praça, no mesmo banco e no mesmo jardim. Então, o craque voltou sorrindo do outro planeta e a ginasta gaúcha o fez chorando, levando seus patrícios a derramarem lágrimas também porque vinham acompanhando com indisfarçável comoção as suas difíceis disputas olímpicas.

Tinham todos certeza de que ela voltaria ostentando no busto a valiosa medalha e, agora, só podem esperar que ela o consiga em outras Olimpíadas, que Deus não lhe negará pois tem idade e méritos para comparecer e vencer em muitas outras.

Nem tudo de bom e agradável com que se sonha acontece realmente como, quando e nas proporções que se deseja. “Às vezes, demora um pouco, mas um dia ocorre exatamente como pretendido”, querida Daiane, sem que você tenha necessidade de derramar outras lágrimas. Será, então, a vez de seu sorriso, aquele que agora seus lábios não tiveram. O País terá fôlego para esperar o que você esperava até no último instante do certame grego, quando dois de seus erros valeram uma medalha que não volta jamais. É que o que passou não tem retorno. Há, porém, o ensejo de outro no amanhã que há de vir se o mundo não se acabar. É a nossa opinião e dos demais brasileiros.

O autor, N. Serra, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado e jornalista responsável do JC. “Não perca a beleza e a alegria de viver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos seus olhos e escorrerão por sua alma. Não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno!”

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