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Conselho solicita mais verba para a ação

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A presença de novas crianças mendigando pelas ruas de Bauru já era esperada, frisa Maria Perroni, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente. “Em um ano (período passado após a pesquisa que cadastrou as crianças nas ruas), muitas que estavam nas ruas saem e outras, entram. Mas para atender essas outras estamos solicitando ao prefeito um reforço no orçamento para 2005”, diz. A pesquisa foi feita no início do ano passado (veja ao lado).

A entidade está reivindicando R$ 900 mil, sendo R$ 200 mil somente para o projeto “Nenhuma Criança na Rua”. Para este ano, o orçamento do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente, que recebe verba diretamente do Gabinete do prefeito, é de R$ 570 mil, segundo Perroni. “Esse dinheiro é para tudo: financiamos projetos em 20 entidades”, explica.

Maria Perroni ressalta que a cada três meses o projeto será reavaliado. “Queremos saber se é preciso corrigir alguma coisa, alterar. Mas sabemos que é muito difícil êxito em 100% das famílias atendidas. Se conseguirmos resultado em 70%, 80% das famílias já é um bom resultado”, diz.

Reinaldo Cafeo, coordenador do Grupo Empresarial de Apoio à Criança e Adolescente (GEA), afirma que já está trabalhando para que mais empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido ao Fundo Municipal da Criança e Adolescente e, assim, o órgão tenha condições de atender a nova demanda de crianças nas ruas. “Estamos contatando empresas e potenciais contribuintes, como aposentados e bancários, para um aporte de capital”, diz.

Paralelamente, o GEA está buscando ajuda do Conselho de Economia e do Sindicato dos Contabilistas para aumentar a receita oriunda da destinação de Imposto de Renda. Porém, Cafeo ressalta que o poder público também precisa investir mais no projeto e que é primordial a população não dar esmolas nas ruas. “Se ninguém der esmolas, as crianças não vão pedir”, finaliza.

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