Regional

Polícia encontra 700 kg de cocaína

Da Redação (com Agência Estado e Folha)
| Tempo de leitura: 2 min

Itirapina - A Polícia Rodoviária encontrou ontem 781 quilos de pasta de cocaína no fundo falso de um caminhão-baú abandonado no acostamento do quilômetro 207 da Rodovia Washington Luiz, em Itirapina (130 quilômetros a leste de Bauru). Ninguém foi preso. Até a tarde de ontem, não havia registro de roubo do caminhão, que tem placas de Osasco e pertence a uma transportadora da cidade, segundo a Polícia Rodoviária. A droga está avaliada em pelo menos R$ 5,7 milhões, de acordo com a estimativa dos investigadores.

A suspeita da polícia é de que o veículo tenha apresentado problemas mecânicos e sido abandonado por causa disso. Mas o delegado seccional de Rio Claro, Milton Triano, explicou que será feita perícia para averiguar se o caminhão apresenta alguma falha.

Por volta das 5h50 de ontem, um policial rodoviário que patrulhava a rodovia se aproximou para verificar porque o veículo estava parado no local e não encontrou ninguém dentro.

Segundo a Polícia Rodoviária, havia cadeiras e mesas de plástico no baú, mas o policial desconfiou do abandono, encontrou a cocaína no fundo falso e chamou reforço para escoltar o caminhão até a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Rio Claro. A pasta de cocaína estava distribuída em 577 pacotes.

A droga seria encaminhada para incineração em Paulínia na tarde de ontem, afirmou o delegado. “É uma quantidade muito grande”, justificou. Ele lembrou que no ano passado foram apreendidos, em Rio Claro, 800 quilos de cocaína em um laboratório de refino no distrito de Ajapi. Mas defendeu que a cidade não pode ser considerada rota de tráfico. “A malha viária no Estado de São Paulo é muito grande e, as cidades, muito próximas”, justificou.

O caminhão, que tem o pára-brisa quebrado, foi abandonado a cerca de 18 quilômetros da Rodovia Anhangüera. Não havia no veículo nenhum documento ou nota fiscal, afirmou o delegado.

Ele disse que a polícia desconhecia o destino e a origem da droga. “Isso será investigado com apoio do serviço de inteligência do Departamento de Polícia do Interior 2 (Deinter 2) de Campinas”, alegou.

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