Para amenizar o problema da comunidade moradora do Jardim Ivone, a administração municipal prevê a implantação de um projeto de desfavelamento.
O objetivo seria remover as famílias que vivem às margens do córrego do Barreirinho, oferecendo a elas melhores condições de vida.
De acordo com Maria Helena Rigitano, titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), não há meios de regularizar a situação dos moradores da favela já que eles estão instalados em área de preservação permanente - nas margens do córrego. Além disso, o local é considerado área de risco. “Aquela população precisa ser removida”, diz a secretária. A alternativa visualizada pela Prefeitura de Bauru foi desapropriar áreas próximas ao Jardim Ivone e implantar o chamado “Programa de Melhorias Habitacionais” – previsto para cinco áreas distintas do município.
“Seria semelhante ao desfavelamento do Fortunato mas, neste caso, os moradores do Jardim Ivone ‘andariam’ apenas duas quadras. Existe área livre para isso. E, neste local pré-determinado, seriam alocadas apenas famílias do Jardim Ivone”, explica Maria Helena. O problema são recursos para viabilização da proposta. De acordo com a titular da Seplan, a prefeitura solicitou recursos ao governo federal, mas não recebeu resposta. Por esse motivo, ainda não há previsão de quando todo esse projeto sairá do papel para ser colocado em prática.
“Por falta de recursos. Não veio resposta. Era para terem dado a resposta até julho, mas não recebemos nem resposta negativa. Apenas disseram que não haviam conseguido analisar todos os pedidos”, enfatiza Maria Helena.
“Precisamos de recursos para desapropriação, implantação de infra-estrutura, pavimentação e construção das moradias. Além disso, vamos urbanizar também a área onde hoje estão os barracos, disponibilizando áreas verdes e de lazer. Em outras favelas, é possível fazer a urbanização no próprio local”, acrescenta.
Na opinião dela, outro problema do Jardim Ivone é a rodovia, que separa os moradores do núcleo de saúde e das escolas localizados na Vila São Paulo. A alternativa seria a duplicação da pista. A obra prevê um viaduto que liga os bairros em nível.
“Acabaria o problema de ter de atravessar a rodovia. A obra foi solicitada ao governo estadual, mas eles ainda não têm previsão”, diz.