O Brasil é um dos maiores produtores de cacau do mundo e tem um parque industrial de primeira linha. É o 5.º maior produtor mundial de chocolates e o 2.º produtor de balas. Os doces brasileiros, artesanais ou industrializados, ganham espaço no Exterior movimentando o mercado e criando empregos. Na região há empresas de grande porte e aquelas que estão saindo do ninho para ganhar o mundo.
Em 2003, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), as exportações do setor cresceram 48% em relação ao ano anterior, passando de 119 para 172 mil toneladas e gerando um total de US$ 211 milhões para a balança comercial. Os doces brasileiros vão para 129 países.
As exportações, de acordo com a Abicab, geraram um faturamento de R$ 6,6 bilhões, divididos em chocolates, balas, confeitos e gomas de mascar e amendoim. Os maiores compradores dos doces brasileiros são os Estados Unidos, Paraguai, África do Sul, Argentina, Bolívia, Canadá, México, Uruguai e Angola.
Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações do setor tiveram um aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Foram comercializados mais de 95 mil quilos de doces, 30% a mais, o que representou um aumento de 37% no faturamento.
As balas fabricadas no Brasil também ganharam espaço no Exterior. Cresceram 31% em volume e 38% no faturamento. Já o chocolate teve um aumento de 27% no volume e 36% no faturamento.
Na região, mais precisamente em Borebi (45 quilômetros ao sul de Bauru) está instalada uma das três fábricas de torrones do País. A empresa gera 29 empregos e está em fase de expansão. Em Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru), uma família descendente de italianos produz goiabada em pasta e pedaço e outros tipos de doces caseiros.
Em Marília (100 quilômetros a oeste de Bauru) são nove empresas alimentícias. A Dori fabrica 230 itens de doces que são divididos em cinco linhas básicas; balas, pirulitos, confeitos, gomas e chocolates.
A empresa figura entre as mil maiores do País, onde ocupa a 797.ª posição. Já no setor alimentício, é a 8.ª. A fabricação de doces gera 2.085 vagas e a exportação para 75 países.