A fabricante de doces, Dori, instalada em Marília, figura em 8º lugar no ranking das empresas alimentícias nacionais. No ranking geral das mil maiores empresas brasileiras ela figura em 797ª. A Dori saltou da posição 932ª em 2002 para 797ª em 2004. A meta da empresa, no mercado interno, é atingir a liderança no segmento e no mercado externo é ocupar todos os espaços possíveis.
Para atingir o objetivo, a empresa adota um planejamento estratégico visando dobrar a produção a cada cinco anos, comenta o diretor administrativo e de RH João Batista Barion Júnior.
A produção mensal é de sete mil toneladas de doces, divididas em cinco linhas básicas com 230 itens; linha de balas, pirulitos, confeitos, gomas e chocolates. “Trabalhamos em três turnos para determinados produtos e em dois turnos para outros”, explica o diretor.
O segredo da empresa é a busca constante de novos nichos de mercado. “Nos dois últimos anos o mercado nacional não esteve favorável para o setor, mas faz parte da nossa missão encontrar um espaço para crescer, em todas as frentes possíveis. Buscamos novos nichos, novas possibilidades de venda.”
O resultado da estratégia adotada pela empresa refletiu no mercado de trabalho. “Em 2003 contratamos mais 30 funcionários na matriz. No geral, foram 142, ou seja 7,90%. Em 2004, até o mês julho fizemos 59 novas contratações. Em agosto abrimos 43 vagas, mas o mês fechou com 50 novos contratados, um índice de 4,35%.”
Os 230 itens fabricados pela Dori conquistaram 60 mil clientes diretos que movimentam toda a máquina produtora.
Os doces fabricados em Marília pela Dori atravessam muitas fronteiras. Eles já conquistaram toda a América do Sul, Norte e Continente Africano. Seus principais clientes são Estados Unidos, Canadá e África. “Exportamos para 75 países”, frisa Barion Júnior.
A goma tipo americana, as balas de yogurte, o chocolate em pastilha e o amendoim dos tipos; japonês e torrado e salgado estão na lista dos itens mais vendidos.
História da empresa
Como a grande maioria das empresas do ramo alimentício, a Dori nasceu familiar, em 67, com o nome fantasia de Guri. Dez anos depois, a Dori iniciou uma nova atuação no mercado, na linha de confeitos.
“Eu e mais três irmãos entramos na empresa, assim como dois outros sócios, um na área comercial e outro, na contábil. Foi nessa época que encerramos as atividades de doces caseiros e entramos na linha dos industrializados, sempre de olho na profissionalização e novas tecnologias.”