O Sambódromo de Bauru será o palco das comemorações do Dia da Independência na cidade e poderá receber, de acordo com estimativas da Polícia Militar (PM), 9 mil pessoas. O evento está programado para ter início às 9h. A parada contará com a participação de militares, estudantes e representantes de entidades do município, que seguirão no sentido dispersão/ concentração.
A exemplo do que ocorreu em anos anteriores, a organização do desfile proibiu manifestações políticas e de protesto durante o evento. Também não será permitido utilizar carro de som.
“Acredito que 8 mil pessoas assistirão o desfile da arquibancada e 1.000 das calçadas. A expectativa se deve ao feriado longo e ao fato das pessoas quererem ver algo diferente no feriado”, avalia o capitão da PM Nelson Garcia Filho, comandante da 4.ª Companhia da PM e responsável pelo policiamento no Sambódromo.
O comandante da 4ª Companhia afirma que cerca de 50 policiais farão a segurança do desfile. Ele recomenda às pessoas que forem até o local para que evitem transitar com muito dinheiro. “Quem estiver de bolsa deve levá-la sempre na frente, próxima à barriga”, diz.
Garcia Filho também sugere que os carros sejam estacionados a pelo menos quatro quadras do Sambódromo. “É importante que o veículo esteja trancado para evitar furtos de toca-fitas, por exemplo”, recomenda.
A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) estará interditando algumas vias durante o desfile. Com isso, o tráfego ficará impedido na rua dos Abacateiros, entre as quadras 1 e 5, e em todas as quadras no trecho que vai da rua das Figueiras até a rua das Jaboticabeiras.
Em função do calor, o capitão da PM recomenda, ainda, que as pessoas utilizem roupas leves e procurem ingerir líqüidos para evitar a desidratação. “Usar bonés e sombrinhas para se proteger do sol também é indicado”, destaca.
História
O dia 7 de Setembro marca a data em que o então príncipe regente Dom Pedro I, em 1822, proclamou a Independência do Brasil, às margens do rio Ipiranga. Na oportunidade, ele se recusou a cumprir a ordem de viajar para Portugal imediatamente.
A volta de Dom Pedro era exigida como forma de destacar a volta do Brasil à condição de colônia, como queriam os portugueses. Em 1808, com a vinda da Corte para o Brasil, a então colônia havia sido elevada a reino.
A historiadora Terezinha Santarosa Zanlochi, professora da Universidade do Sagrado Coração (USC), afirma que o processo de Independência começou, porém, muito antes. “É preciso resgatar toda a luta dos brasileiros em três importantes movimentos, que foram a Inconfidência Mineira (1789), a Inconfidência Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817)”, destaca.
Zanlochi explica que, nos últimos 20 anos, a nova historiografia tem procurado apagar a imagem de que a Independência foi um presente de Portugal. “Ela foi conquistada e não veio de graça. Percebeu-se que a forma anterior de contar o processo anulava o trabalho dos brasileiros”, analisa.