São Carlos - Fazer o máximo de reaproveitamento de todo o lixo produzido na cidade é uma das grandes metas de São Carlos (150 quilômetros a nordeste de Bauru). Apesar de frutos colhidos através de bons programas de reciclagem de diversos tipos de resíduos e da retirada de todos os catadores do aterro municipal, muito ainda precisa ser feito para atingir o objetivo.
Aumentar em 100% a área atendida no programa de coleta seletiva, criar um local para o armazenamento de lâmpadas fluorescentes e fazer a reciclagem de resíduos orgânicos são os próximos desafios.
Somente em relação ao lixo despejado no único aterro da cidade, localizado na fazenda Guaporé, o município produz atualmente pouco mais de 140 toneladas por dia de resíduos gerados pelas residências e comércio da cidade, além de 1.000 toneladas mensais de lixo industrial de classe 2, que não oferece risco à saúde. Os de classe 1, ou tóxicos, são mandados pelas próprias indústrias para municípios que trabalham com esse tipo de resíduo.
Para longe de São Carlos também são os destinos das lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias e dos lixos dos serviços ligados à Saúde. Já em relação à coleta seletiva, a cidade possui desde 2001 o “Programa Municipal de Redução e Controle de Resíduos - Futuro Limpo”, que recolhe cerca de 80 toneladas/dia em 50% da área urbana.
O programa foi o responsável pela retirada dos quase 40 catadores que atuavam no aterro municipal e que agora trabalham como coletores que atuam distribuídos nas três centrais de triagem de materiais recicláveis existentes no município.
“Nosso objetivo é estender essa coleta para a cidade toda”, comenta o diretor da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia, Paulo Mancini. A coleta, feita diariamente de porta em porta por cerca de 60 coletores, atinge hoje 48 bairros.
Com o bom andamento do programa, Mancini já planeja o próximo passo para atingir mais outro tipo de resíduo reciclável. “Queremos começar um trabalho de coleta e tratamento dos resíduos orgânicos”, explica. Segundo o diretor, os restos de comida representam 60% de todo lixo despejado no aterro.
“Esses resíduos degradam e viram composto orgânico, servindo como corretivo de solo”, explica. A expectativa de Mancini é iniciar o novo projeto já em 2005.