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Psicóloga contesta eficácia e métodos do levantamento

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 1 min

Traçar o perfil da felicidade é uma tarefa praticamente impossível na visão da psicóloga Marisa Meira. Para ela, trata-se de um conceito muito relativo e, por isso mesmo, sem possibilidade de ser mensurado.

“Você vai ter um formato diferente de felicidade para cada pessoa. Há aquelas que se sentem felizes com as pequenas coisas do dia-a-dia e outras que traçam metas para atingi-las e nunca se dão por satisfeitas”, analisa.

Marisa acredita que a busca pelo conceito de felicidade é mais marcante entre os povos ocidentais. “No mundo capitalista moderno, ela é uma meta, como se fosse algo real e durável. Por detrás desse ideal, há todo um padrão de conduta que está relacionado a consumo e padrão de vida”, diz.

Ela afirma que o grau de contentamento de uma pessoa é definido desde criança, a partir das primeiras relações familiares. “É esse conjunto de aspectos que vai determinar o nosso nível de felicidade”, projeta.

Apesar dessas observações, a psicóloga entende porque a pesquisa apontou ser o sexo masculino mais feliz do que o sexo feminino. “Na nossa sociedade, que é machista e valoriza muito os homens, talvez eles tenham mesmo mais oportunidades de chegar mais próximos daquilo que almejam como meta de felicidade, mas não dá para generalizar”, pondera.

Ela também contesta aspectos do levantamento. “A auto-avaliação é muito subjetiva. Eu posso responder que sou muito feliz quando, na verdade, a realidade ó outra”, argumenta.

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