Aquela que é considerada a mais tradicional das flores, a rosa, gosta de clima mais temperado do que o existente na região, porém, com carinho e atenção, elas são cultivadas na cidade de Iacanga pelos irmãos Yukinobu e Sandra Satiko Matsuda. Vermelha, champanhe ou branca, elas são produzidas em canteiros, fora de estufas, e protegidas do ataque de insetos por pequenas telas colocadas nos botões. A idéia, trazida de Atibaia pela família Matsuda abastece as floriculturas da região. “Nossa flor é de corte, não plantamos em vasos. É utilizada especialmente na decoração de ambientes”, conta Yukinobu.
Além das rosas, o produtor cultiva a margarida carioca, uma espécie tida como complemento para ramalhates. “É a minimargarida ou margarida carioca. Sozinha, ela não tem volume, porém, no ramalhete de flores, dá um toque de delicadeza”, explica Yukinobu.
De acordo com ele, a produção de rosas atinge cerca de 320 dúzias por mês e a margarida, alcança 200 maços mensais. Cada maço possui, em média, 350 gramas da flor.
A colheita pode ser diária, no caso das rosas. “No verão, faço corte a cada 45 dias. No inverno, a cada 60. Eu produzo o ano todo.”
O diferencial do produtor é que as rosas cultivadas fora da estufa são mais resistentes. “A planta colhida e colocada em geladeira sofre um estresse. Como eu entrego somente na região, ela não passa pelo choque de temperatura. Minha produção é menor e a colheita é programada para as datas que mais vende: Dia das Mães, Namorados e Natal.”
Já a programação das margaridas é diferente das rosas. “Elas são bastante usadas na decoração de casamentos que começam, em geral, a partir de setembro. Do plantio à flor, a minimargarida demora, em média, 120 dias.
Na estância Modelon há 3.500 roseiras e cerca de 7 mil pés de minimargaridas. Mesmo assim, o produtor se considera pequeno. “Os grandes produtores de rosas estão na região de Atibaia e Jacareí, onde o clima é mais temperado. Nós trouxemos a idéia de Atibaia e adaptamos a espécie ao clima da região. Nossas rosas duram até 20 dias no vaso, se as necessidades forem cumpridas.”
O produtor frisa que a rosa champanhe tem perfume e que graças a estudos desenvolvidos, atualmente só é usado 10% dos defensivos que são usados há dez anos. “Estamos tentando uma flor que não utilize defensivos. O controle do ataque de insetos está sendo feito com telas individuais.”
Os maiores inimigos das rosas, no entanto são as pragas e doenças, explica o produtor. “O ácaro é uma praga que ataca as roseiras e a pinta preta é a doença que mais preocupa.”
As rosas mais vendidas continuam sendo as vermelhas, as tradicionais. “Nos ramalhetes e cestas de flores, as vermelhas são as preferidas.”