A colonização européia é um dos traços mais marcantes nos restaurantes de Curitiba, a bela e organizada capital parananese. Lá, há por exemplo um bairro todo dedicado aos descendentes italianos.
No Santa Felicità ou Santa Felicidade come-se o que há de melhor em termos culinários do país da bota com direito a rodadas de vinho produzido de forma artesanal.
É no bairro que fica o restaurante Madalosso, parada obrigatória das excursões a Curitiba. A casa tem espaço para 4.600 pessoas e em 1995 figurou no Guiness Book como o segundo maior restaurante do mundo.
Porções de frango, risoto e saladas são servidas sem miséria pelos garçons que passam pelas mesas de minuto a minuto.
O preço é animador: R$ 30,00, em média para duas pessoas comerem até dizer chega.
A culinária dos imigrantes, não só italianos, como poloneses, ucranianos, árabes e muitas outras etnias que ajudaram a fazer o que Curitiba é hoje, também pode ser degustada nas feiras gastronômicas de rua.
Uma boa pedida para quem quer conhecer os sabores de tantas terras gastando pouco, inclusive o prato típico do Paraná, o Barreado, e o leite com farinha de milho e goiabada, que era peça de resistência dos tropeiros que saíam de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a caminho de Sorocaba, já em terra paulista.
Às sextas-feiras à noite, o endereço é a Praça da Ucrânia, no bairro Bigorrilho. Sábado de manhã, a feira se desloca para a rua Carneiro Lobo, no trecho entre a rua Visconde de Guarapuava e a Praça do Batel.
Além dos sushis, strudels, cucas e do famoso pierogi (prato polonês do Tadeu), outros pratos “importados” são servidos na praça. Caso das delícias das cozinhas baiana, mineira, paraense e gaúcha.
No domingo a parada da boa mesa é na feira de artesanato do largo da ordem, no setor histórico, a partir das 9h. Além de barraquinhas de comida, há artigos variados e shows de rua.
Depois da comilança, passe nas igrejas da Ordem e do Rosário, no bebedouro dos cavalos dos viajantes, na fonte da memória, nas ruínas de São Francisco e no Memorial de Curitiba, com formato do pinheiro-do-Paraná para fotos.
Nas casas históricas ao redor hoje funcionam bares e restaurantes concorridos, como o ucraniano-polonês Durski e a taberna alemã Schwarzwald.
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Borchtch (sopa de
beterraba)
(6 porções)
Numa panela com um litro de água, cozinhe, em fogo alto, três beterrabas grandes, com casca, bem lavadas.
Retire-as e reserve o líquido coado. Descasque-as e rale grosso. Reserve.
Em outra panela, junte duas batatas médias raladas grosso, 100 g de feijão-branco, uma cenoura média ralada grosso, um tomate, sem pele e sem sementes, picado e 100 g de ervilha seca.
Cubra com água e cozinhe até o feijão ficar macio.
Junte 400 g de repolho cortado em fatias finas e deixe ferver até ficar tenro.
Acrescente a beterraba e o líquido reservados. Adicione uma colher (sopa) de vinagre, uma folha de louro, um ramo de endro (dill), uma pitada de açúcar, sal e pimenta-do-reino a gosto.
Reserve. Em outra panela, aqueça uma colher (sopa) de óleo e doure uma cebola média picada.
Acrescente uma colher de sopa de farinha de trigo torrada e mexa. Junte 1/2 xícara de água e misture até formar um creme.
Lentamente, coloque um pouco do caldo da sopa quente para não empelotar. Adicione à sopa e deixe ferver. Sirva em seguida.
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Bruschetta con olive e mozzarella)
(4 porções)
5 g de alcaparras dessalgadas
10 azeitonas pretas sem caroço
10 azeitonas verdes sem caroço
2 dentes de alho espremidos
2 colheres (café) de orégano
100 ml de óleo extravirgem de oliva
2 tomates grandes e firmes
6 bolas de mussarela de búfala
4 fatias de pão italiano
12 unidades de filets de anchovas
Folhas de manjericão fresco a gosto
Óleo extravirgem de oliva para regar (opcional)
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Pique (ou triture grosseiramente no processador) as alcaparras e as azeitonas. Tempere-as com um dente de alho espremido, metade do orégano e do óleo extravirgem e com a pimenta-do-reino. Reserve.
Retire a pele e as sementes dos tomates, corte-os em pequenos cubos e junte o alho, o orégano e o óleo extravirgem restantes. Tempere com o manjericão, sal e pimenta-do-reino. Misture e reserve.
Fatie as bolas de mussarela de búfala. Toste ligeiramente as fatias de pão em uma grelha quente, deixando-as macias por dentro. Espalhe a mistura de azeitonas e alcaparras sobre o pão e, em cima, disponha os cubos de tomate.
Arrume a mussarela fatiada sobre os cubos de tomate e distribua as anchovas em pequenos pedaços. Leve o pão ao forno médio, por alguns minutos, até a mussarela derreter ligeiramente. Regue com óleo extravirgem e sirva.
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Varenik (pastel de batata e requeijão)
(25 unidades)
Prepare a massa:
Numa tigela, junte 400 g de farinha de trigo, um ovo médio, 1/2 colher (sopa) rasa de manteiga e 1/2 xícara de água.
Amasse até soltar da tigela. Com um rolo, abra a massa sobre uma superfície lisa. Corte-a em circuítos usando um copo ou um cortador de biscoitos.
Prepare o recheio:
Em outra tigela, junte 1/2 kg de batata cozida, sem casca, passada pelo espremedor, 200 g de requeijão ou ricota, sal e pimenta-do-reino a gosto.
Recheie o centro dos discos de massa, fechando-os com a ponta dos dedos.
Numa panela, em fogo alto, ferva água com sal. Coloque aos poucos os pastéis e mexa com uma colher de pau. Quando subirem à superfície, retire com uma escumadeira. Coloque numa travessa com um pouco de óleo ou manteiga e mexa com cuidado. Reserve.
Prepare o molho:
Em outra panela, em fogo médio, aqueça uma colher (sopa) rasa de óleo e refogue um dente de alho picado e uma cebola pequena picada.
Junte 1/2 peito de frango cozido e deixe dourar. Acrescente o sal, salsinha picada e molho de pimenta vermelha a gosto.
Tire do fogo, desfie e reserve. Numa frigideira, em fogo médio, torre duas colheres (sopa) de farinha de trigo.
Junte uma xícara de água e misture, formando um creme. Adicione à mistura de frango e deixe ferver. Espalhe sobre os pastéis e sirva. Se prefeir, acompanhe os vareniki apenas com nata.
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Barreado
(10 porções)
Numa panela de barro, em fogo baixo, junte 5 kg de carne de músculo (ou paleta ou peito), 300 g de bacon e 100 g de toucinho cru, cortados em cubos, 750 g de cebola e 30 g de alho batidos com água no liqüidificador.
Mexa e junte 1 colher (sopa) de pimenta-do-reino moída, outra de cominho, 3 colheres (sopa) de sal, 1/2 colher (sopa) de colorau e 10 folhas de louro.
Cubra com água até atingir cinco dedos acima da mistura. Numa tigela, misture a farinha de mandioca, farinha de trigo e água até formar um pirão.
Vede a panela de barro com essa mistura. Deixe cozinhar por cerca de 8 horas ou até a carne começar a desmanchar.
Abra a panela e retire o bacon e o toucinho. Soque com um pilão até desmanchá-los. Reserve. Com uma escumadeira, tire a carne e desfie. Leve-a de volta à panela juntamente com a mistura de toucinho. Prove o tempero. Coloque mais água e ferva em fogo médio. Sirva bem quente com farinha de mandioca e banana d’ água ou banana-da-terra cozida, cortada em rodelas.
Receitas: revista Cláudia Cozinha, vendida em bancas