Bairros

CCZ aguarda exames de cães suspeitos

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Até o final da tarde de ontem, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) não havia recebido os resultados dos testes de cachorros doentes com suspeita de leishmaniose, enviados no final do mês passado ao Instituto Adolfo Lutz. “Assim que chegarem os resultados, vamos atrás dos cães positivos para fazer o sacrifício”, afirma a diretora do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), Maria Helena Abreu.

Porém, segundo o chefe de seção do CCZ, José Rodrigues Gonçalves Neto, os exames do último grupo de cães corre o risco de ser inviabilizada devido à falta de material técnico para análise. “Não sei se o Adolfo Lutz vai ter reagente para fazer todos os exames”, observa.

Desde o dia 28 agosto, os cães com suspeita de leishmaniose estão sendo sacrificados mesmo sem o exame que comprova ou não a existência da doença. A coleta de sangue está suspensa porque o Instituto Adolfo Lutz suspendeu temporariamente a realização dos testes, uma vez que os kits necessários para fazer o diagnóstico da leishmaniose visceral deixaram de ser distribuídos. “Mantemos todas as atividades de combate à doença, mas não estamos coletando os exames de sangue nos animais durante as visitas domiciliares. Os animais que têm sintomas, nós conversamos com o dono e se ele abrir mão, nós levamos o cão para sacrifício imediato. E aqueles que não têm suspeita nenhuma, nós pedimos para que o dono observe se vai aparecer algum sintoma”, diz Maria Helena.

Neste ano, até o final de julho, foram coletados sangue de mais de dez mil cães sob suspeita de leishmaniose em Bauru. Destes, 7.200 deram negativo e 604 positivo. Neste ano, até agosto, 1.255 animais haviam sido sacrificados.

A leishmaniose é transmitida por um mosquito que se procria no lixo em decomposição e pode atingir tanto cães quanto humanos, levando-os à morte.

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