Os candidatos a prefeito de Bauru falaram sobre o quadro de cargos de confiança da prefeitura em um encontro realizado na última sexta-feira no Colégio Batista, no Jardim Estoril. Maria Cristina Romão (PCO) não compareceu.
Marsola, que foi chefe de gabinete de Nilson Costa (sem partido) até julho passado, explicou que, entre todos os cargos de comando, apenas os de diretoria de departamento podem ser preenchidos por quem não prestou concurso. “São quase 300 cargos para nomear. Uns 180 estão preenchidos por quem é de carreira. Não sobra dinheiro com o fim do cargo de confiança; é mentiraâ€, afirmou.
Estela Almagro (PT) prometeu cortar pela metade os cargos comissionados e reduzir os salários mais elevados, mas não indicou quais são os casos e nem de quanto seria a economia. Segundo ela, o prefeito só precisa de alguns cargos ao seu lado.
Luiz Carlos Valle (PSB) prometeu cortar pelo menos 100 cargos. “Dá para economizar R$ 350 mil/mês. Existe assessor na prefeitura que vocês não têm idéia. Tem gente no DAE que só vai buscar o holeriteâ€, disse aos alunos. Valle propôs juntar duas pastas em uma e eliminar os adjuntos.
Clodoaldo Gazzetta (PV) defendeu o corte dos cargos de comissão e a gestão de governo através de comitês externos populares. Sandro Fernandes (PSTU) pregou a extinção dos cargos de confiança, mantendo somente os secretários por indicação. “O resto é nomeado por servidor de carreira, concursado. A economia é de R$ 1,5 milhão se extingüir, porque foi dito que são 500â€, citou.
Tuga Angerami (PDT) defendeu que o quadro não seja inchado por comissionados e criticou, a exemplo de Fernandes, a indicação de cargos por vereadores. Contudo, o candidato também não apresentou dados.
Caio Coube (PSDB) disse que não sabe quantos são os cargos de confiança, mas afirmou que é preciso eliminar as “gorduras†e tornar a estrutura enxuta.