Bairros

Novas escolas, antigos problemas

Thaís Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

municipal não conseguiu zerar

a demanda reprimida na

área de educação.

Antigos problemas persistem,

tais como falta de vagas

em creches e escolas, filas

para conseguir efetuar

matrículas, crianças estudando

longe de casa e mães desempregadas

para cuidar de

seus filhos em casa.

Não é difícil encontrar estas

situações na cidade de

Bauru. As reclamações estão

espalhadas por toda a cidade.

Basta conversar com algumas

famílias, principalmente em

bairros de periferia, distantes

do Centro. Se o problema ainda

não bateu à porta dela, certamente

os moradores conhecem

algum vizinho ou parente

que está enfrentando ou já

passou por problemas relacionados

à questão da educação.

Essa foi a realidade que

a equipe do JC nos Bairros

encontrou em bairros de

Bauru. Trata-se de um cenário

de difícil compreensão,

levando em conta os freqüentes

anúncios de entregas

de novos prédios de escolas

ou de reformas.

No início de 2001, a Secretaria

Municipal de Educação

(SME) e a Diretoria Regional

de Ensino dispunham juntas

de 68.242 vagas em Bauru.

Hoje, a rede pública oferece

71.665 vagas.

A rede municipal cresceu,

absorveu alunos de escolas

estaduais e também

creches que antes eram mantidas

pela Secretaria Municipal

do Bem-Estar Social

(Sebes) - elas transformaram-

se nas Escolas Municipais

de Educação Infantil Integrada

(Emeiis). As vagas

na rede estadual, por outro

lado, diminuíram.

Assim como a quantidade

de vagas e escolas, a população

também aumentou. De acordo com dados da Fundação

Sistema Estadual de

Análise de Dados (Seade), a

população de Bauru cresceu

cerca de 7% do início de 2001

aos dias atuais - aumentando

em 22 mil habitantes.

Deve-se considerar que os

jovens em idade escolar representam

uma grande parcela

desse total. Em média, eles somam

aproximadamente 32%

dos habitantes da cidade.

Analisando os dados,

tem-se a impressão de que e

a prefeitura trabalhou durante

esses anos para “tapar buracos”.

Ou seja, amenizou a

situação de algumas regiões

que não eram plenamente

atendidas. Por outro lado, outros

“buracos” surgiram.

Na opinião de Wander

Cavalcante,ex- membro do

Conselho Municipal de Educação,

houve avanços na

área de Educação, mas ainda

há carências.

Ele acredita que a solução

para esse tipo de problema seria

a criação de um Plano Municipal

de Educação.

Desta forma, as escolas

poderiam chegar aos bairros

antes da demanda reprimida.

“Há condições de ter conhecimento

do crescimento populacional

e projetar escolas

para cinco a dez anos”, diz.

A secretária municipal de

Educação, Solange Santos

Ferreira dos Reis, afirma

que há vagas para todos os

alunos e que os problemas

mais freqüentes são de transporte

de alunos que não encontram

vagas em escolas localizadas

a menos de dois

quilômetros de casa.

Ela desconhece que haja

crianças fora da escola ou

creche. “Podemos dizer que

temos vagas para todos os

alunos. Não tem criança nenhuma

fora da escola. Na

verdade, temos vagas ociosas”,

garante.

A titular da pasta de Educação

afirma que até meados de 2005 devem ser criadas

mais três mil vagas, referentes

a escolas que estão

em fase de construção.

A dirigente regional de

Ensino, Vera Jarussi, destaca

que o Estado tenta auxiliar

a administração municipal

na medida do possível,

abrindo novas vagas ou escolas.

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