Embora escolas e creches
públicas tenham sido
inauguradas e ampliadas nos
últimos anos, aumentando o
número de vagas oferecido à
população, a administração
municipal não conseguiu zerar
a demanda reprimida na
área de educação.
Antigos problemas persistem,
tais como falta de vagas
em creches e escolas, filas
para conseguir efetuar
matrículas, crianças estudando
longe de casa e mães desempregadas
para cuidar de
seus filhos em casa.
Não é difícil encontrar estas
situações na cidade de
Bauru. As reclamações estão
espalhadas por toda a cidade.
Basta conversar com algumas
famílias, principalmente em
bairros de periferia, distantes
do Centro. Se o problema ainda
não bateu à porta dela, certamente
os moradores conhecem
algum vizinho ou parente
que está enfrentando ou já
passou por problemas relacionados
à questão da educação.
Essa foi a realidade que
a equipe do JC nos Bairros
encontrou em bairros de
Bauru. Trata-se de um cenário
de difícil compreensão,
levando em conta os freqüentes
anúncios de entregas
de novos prédios de escolas
ou de reformas.
No início de 2001, a Secretaria
Municipal de Educação
(SME) e a Diretoria Regional
de Ensino dispunham juntas
de 68.242 vagas em Bauru.
Hoje, a rede pública oferece
71.665 vagas.
A rede municipal cresceu,
absorveu alunos de escolas
estaduais e também
creches que antes eram mantidas
pela Secretaria Municipal
do Bem-Estar Social
(Sebes) - elas transformaram-
se nas Escolas Municipais
de Educação Infantil Integrada
(Emeiis). As vagas
na rede estadual, por outro
lado, diminuíram.
Assim como a quantidade
de vagas e escolas, a população
também aumentou. De acordo com dados da Fundação
Sistema Estadual de
Análise de Dados (Seade), a
população de Bauru cresceu
cerca de 7% do início de 2001
aos dias atuais - aumentando
em 22 mil habitantes.
Deve-se considerar que os
jovens em idade escolar representam
uma grande parcela
desse total. Em média, eles somam
aproximadamente 32%
dos habitantes da cidade.
Analisando os dados,
tem-se a impressão de que e
a prefeitura trabalhou durante
esses anos para “tapar buracosâ€.
Ou seja, amenizou a
situação de algumas regiões
que não eram plenamente
atendidas. Por outro lado, outros
“buracos†surgiram.
Na opinião de Wander
Cavalcante,ex- membro do
Conselho Municipal de Educação,
houve avanços na
área de Educação, mas ainda
há carências.
Ele acredita que a solução
para esse tipo de problema seria
a criação de um Plano Municipal
de Educação.
Desta forma, as escolas
poderiam chegar aos bairros
antes da demanda reprimida.
“Há condições de ter conhecimento
do crescimento populacional
e projetar escolas
para cinco a dez anosâ€, diz.
A secretária municipal de
Educação, Solange Santos
Ferreira dos Reis, afirma
que há vagas para todos os
alunos e que os problemas
mais freqüentes são de transporte
de alunos que não encontram
vagas em escolas localizadas
a menos de dois
quilômetros de casa.
Ela desconhece que haja
crianças fora da escola ou
creche. “Podemos dizer que
temos vagas para todos os
alunos. Não tem criança nenhuma
fora da escola. Na
verdade, temos vagas ociosasâ€,
garante.
A titular da pasta de Educação
afirma que até meados de 2005 devem ser criadas
mais três mil vagas, referentes
a escolas que estão
em fase de construção.
A dirigente regional de
Ensino, Vera Jarussi, destaca
que o Estado tenta auxiliar
a administração municipal
na medida do possível,
abrindo novas vagas ou escolas.