Em nenhum momento, quando escrevo algum artigo para esta democrática e eficiente coluna e especialmente quando me coloco defendendo nossos pobres “cães errantes”, deixo de me preocupar com meus semelhantes e muitos até vitimados por essa doença, “leishmaniose”, que se alastra em vários lugares como uma arma química poderosa de guerra, ceifando vidas. Em Bauru, já é um caso de calamidade pública (epidemia). Pergunto: onde estão as autoridades no assunto? E os candidatos ao pleito eleitoral? Eu não vejo em suas falas, nas propagandas eleitorais, na mídia, nenhuma colocação a respeito.
Mais uma coisa preocupante: e os cães capturados, muitos desnutridos e com aparência de doentes? Li novamente a matéria do JC de sábado e pasmem! O Centro de Zoonoses (CCZ) ainda não teria recebido o resultado dos testes dos cachorros considerados “suspeitos”. A nota continua, mas como o espaço que tenho é pouco, destaco aqui uma frase que, na minha avaliação, é, no mínimo, desumana. Diz: Desde o dia 28 de agosto, os cães com suspeita de leishmaniose estão sendo sacrificados mesmo sem o exame que comprova ou não a existência da doença. Deixo aqui um ditado para reflexão: “Quanto mais conheço os homens, mais admiro os cães!”
Professora Marilene Abreu Carvalho - RG 5.621.680