Turismo

Masp reúne de Van Gogh a Picasso

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Em plena avenida Paulista, defronte ao exuberante Parque Siqueira Campos (Trianon), está o museu de Arte de São Paulo, cartão-postal da cidade e motivo de orgulho até para quem nunca foi lá. O Masp reúne uma fabulosa coleção de arte mundial e, no Hemisfério Sul, nenhum outro museu rivaliza com ele em valor e prestígio. Seu acervo é tão grande que a maioria das 7 mil peças da coleção, por falta de espaço, não pode ser exposta. Algumas delas nem sempre estão lá , pois são enviadas por empréstimo para importantes exposições internacionais.

Qualquer mostra de Renoir, por exemplo, fica empobrecida se não tiver pelo menos uma das 12 telas do mestre francês do impressionismo. Ao lado delas, enfileiram-se obras preciosas de Velázquez, El Greco, Van Gogh, Rafael, Degas, Monet e Picasso. Todo esse tesouro artístico está avaliado em US$ 1 bilhão nem em Paris se vêem quadros como “Rosa e Azul”, de Renoir ou “O Escolar”, de Van Gogh.

O museu está instalado há 30 anos em um prédio criado pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi com o maior vão livre do mundo - 74 metros de extensão - sustentado por quatro pilares pintados de vermelho. Aos domingos, nesse mesmo vão, instalam-se barracas da Feira de Antigüidades onde são vendidas preciosidades de mais de um século e procedências variadas.

Quem fundou o Masp foi Assis Chateaubriand, jornalista que dominou a imprensa, rádio e televisão na sua época. Espremia o bolso dos empresários paulistas para obter recursos para comprar quadros, às vezes, com chantagens. Hoje, são raros os gestos com o do banqueiro Aloysio Faria, que recentemente doou para o museu o tríptico “A Crucificação de Cristo”, do flamengo Jan van Dornicke, avaliado em US$ 1 milhão.

Há outros espaços dedicados à arte - são mais de 120 museus na cidade - como a Pinacoteca do Estado e o Museu de Arte Moderna (MAM), instalados em prédios marcantes. O edifício em tijolo aparente da Pinacoteca é um projeto do arquiteto Ramos de Azevedo. Está bem defronte à Estação da Luz, outro monumento arquitetônico a ser visitado e recentemente restaurado. Abrigou o Liceu de Artes e Ofícios e apresenta uma coleção de 4 mil obras acadêmicas e modernas brasileiras - mas o acervo se expandiu e, nos últimos anos, incorporou esculturas dos franceses Rodin e Maillol.

Já a arquitetura do MAM (Parque Ibirapuera) tem o toque de Oscar Niemeyer, no exterior, e de Lina Bo Bardi, no interior - a instituição mantém um acervo ligado ao modernismo brasileiro e costuma promover grandes exposições. Também é de Niemeyer o Memorial da América Latina que você vê logo que desembarca do Expresso de Prata no Terminal da Barra Funda. Ali existe uma amostra colorida e criativa da produção artesanal dos povos latino-americanos.

Comentários

Comentários