Cultura

O que eles disseram


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Antonio Sérgio Marsola

O coronel Marsola propôs um trabalho conjunto entre as secretarias da Educação e Cultura com o aproveitamento das escolas como lugar de integração. O candidato também citou os projetos que criaram a Banda e a Orquestra Municipal como modelos para ações similares. “Devemos ter os multiplicadores culturais sendo desenvolvidos pela Secretaria de Cultura e depois desenvolvendo projetos em cada bairro, dentro da atividade de cada um: dança, música, teatro...” Marsola afirmou que bolsas de estudos podem ser dadas para os multiplicadores.

O candidato também citou a idéia de criar em Bauru uma Escola Municipal de Artes, ligada à Secretaria de Cultura e defendeu a melhor utilização dos espaços na cidade. “O recinto (Mello Moraes) e o Sambódromo são áreas que podem ser melhor utilizadas mas a prefeitura isoladamente não vai ter recursos para desenvolver projetos isoladamente nesses locais. Tudo é possível se tivermos parcerias”, disse.

Caio Coube

O candidato tem planos de valorização das atividades culturais desde a infância, para despertar nas crianças o interesse pela música, pelo canto, pela pintura, pelo teatro, literatura, todas as manifestações culturais...

Para Coube, a verba destinada à cultura não é tão expressiva e precisa ser utilizada com equilíbrio. “O que nós precisamos ter muito claro é que o governo municipal precisa apoiar todas as manifestações culturais, os produtores culturais. Isso não significa especificamente dar apoio financeiro, mas logístico, material, das instalações, enfim, agir como facilitador e incentivador para que aja mais produção cultural”.

Perguntado sobre a realização dos desfiles de Carnaval, o candidato reafirmou seu compromisso com a volta dos desfiles no sambódromo mas ressaltou que a prefeitura não deve pagar sozinha o evento. “Iremos facilitar a realização do Carnaval e, junto com os presidentes de escola de samba, buscar os recursos junto com a iniciativa privada para que tenhamos essa festa”.

Clodoaldo Gazzetta

Gazzetta apresentou uma proposta na qual a Secretaria de Cultura deixa de ser a planejadora das ações culturais do município. Quem comandaria a cultura, o meio ambiente e os esportes seria a Gerência de Desenvolvimento Sócio-Ambiental, que acumularia a verba das três secretarias e solucionaria - segundo ele - muitos problemas da cidade no setor, como por exemplo, a perda de artistas locais que, por falta apoio, decidem se mudar de Bauru ou abandonar a carreira.

O candidato também afirmou que em seu plano de governo estão a recuperação das áreas de fundo de vale, que são as áreas onde se tem córregos e rios, para transformá-las em parques e espaços culturais. “Além disso, as escolas municipais devem ter uma disciplina específica, não a educação artística que a gente sempre teve, mas com atividades culturais mesmo, criando manifestações culturais dentro da escola”, disse.

Gazzetta também expôs seu plano de reverter as dívidas que o município tem a receber em bolsas de estudos.

Tuga Angerami

O candidato quer a criação de um conselho municipal de cultura para que possa existir uma participação efetiva da população nas decisões sobre o setor. Lembrando sua antiga administração, Tuga citou a idéia de reativar alguns projetos como o caminhão-palco e as oficinas de arte nas associações de moradores. “O que dá certo e deu certo, se depois foi descontinuado, a própria sociedade cobra que se reinstitua ou se retome”, disse.

O candidato também afirmou querer incluir os universitários na vida cultural da cidade como era feito na Casa da Cultura do seu governo na prefeitura.

Questionado sobre o Carnaval, Tuga disse que um desfile em 2005 é improvável e que é preciso abrir uma grande discussão sobre o tema, já que considera um erro destinar verba para a festa sendo que algumas escolas “inexistem” durante o ano todo e, na época do desfile, “pegam a laço seus participantes, colocam fantasia e põem na avenida”.

“Para mim, Carnaval pressupõe não um evento festivo de três dias, mas um processo como o que a Mangueira faz: articulado o ano todo, com uma função social de qualificação e preparação de mão de obra na produção”, declarou.

Estela Almagro

A candidata afirmou ter como prioridade a criação de um mapa cultural da cidade para entender e localizar as manifestações culturais locais. “Criando esse mapa nós teríamos que discutir o fundo municipal de cultura, temos que ter investimentos públicos municipais, mas também estebelecer parcerias mais objetivas, não só através da Lei Rouanet mas também através de leis municipais que visam garantir mais a participação da iniciativa privada com o setor de cultura”, declarou.

Almagro citou a importância de descentralizar a cultura, atendendo os bairros que, no seu ponto de vista, estão alijados de participação artístico-cultural na cidade.

A candidata afirmou acreditar que recursos do Governo Federal podem ser utilizados em projetos culturais e defendeu a realização do Carnaval desde que a prefeitura não arque sozinha com os gastos. “Temos que fazer com que o Carnaval não seja patrocinado única e exclusivamente pelo poder municipal, até para que ele não fique à mercê da administração e haja o risco que ficarmos quatro, cinco anos sem desfile”.

Sandro Fernandes

Mudar a cara da cultura em Bauru é a intenção do seu plano de governo, afirmou Fernandes. O candidato disse que os movimentos culturais não devem ter o que chamou de visão mercantilista e declarou que, com a participação da classe artística, pretende avaliar as políticas para o setor cultural.

“Nos 100 primeiros dias de governo pretendemos elaborar um projeto cultural com a Secretaria de Cultura e, a partir dele, envolver todos os segmentos da arte e setores da sociedade para melhorá-lo e daí definir diretrizes para implementar”.

Fernandes defendeu a criação de um calendário anual com todos os tipos de manifestações culturais definidas com antecedência e ainda, a instituição de conselhos populares com poder de decisão sobre as ações do governo.

Sobre a participação da iniciativa privada em parcerias com o município, o candidato afirmou que acha viável, desde que “não se desfalque os cofres públicos para se investir numa cultura mercantilizada”.

Luiz Carlos Valle

O candidato defendeu o estímulo à produção teatral da cidade. Para Valle, o teatro amador precisa de apoio e a população deve ter mais acesso ao teatro, que atualmente “está muito elitizado com peças acessíveis a poucas pessoas”.

A valorização da música erudita e a criação de uma orquestra sinfônica também estão nos planos do candidato. “Temos que pensar grande em termos culturais”, disse, “Bauru já mereceria ter uma orquestra sinfônica”.

Valle descartou a possibilidade da realização de um desfile de Carnaval em 2005 caso seja eleito e deixou claro que a administração municipal não deve arcar com os custos da festa. Para o candidato, que garantiu que sua posição sobre o Carnaval não está relacionada à sua crença religiosa, a Liga das Escola de Samba de Bauru é quem deve procurar parcerias e patrocínio para a realização do desfile. “Seria mais salutar”, declarou.

Maria Cristina Romão

Valorizar a periferia levando a cultura para os bairros é a grande meta do plano de governo da candidata, que pretende criar espaços nos mesmos moldes do Centro Cultural “mas em menor escala”, já que acredita que as associações de moradores e centros comunitários não são utilizados da maneira que deveriam na área cultural. “Hoje em dia a cultura da cidade está voltada para uma elite, precisamos democratizar os espaços”, afirmou.

Romão acredita que também é importante valorizar os talentos da periferia e criar oportunidades para eles se manifestem. “Nós temos muito a aprender com eles”, disse.

Questionada sobre o uso do Teatro Municipal, a candidata disse que o local devem ser utilizado cada vez mais tanto por profissionais quanto por grupos amadores que muitas vezes não tem um local adequado para se apresentar.

Gustavo Cândido

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