Saúde

Depilação: conhecer para escolher

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

As roupas leves e fresquinhas estão de volta. Mas o calor que expõe o corpo traz consigo um velho incômodo: a depilação. O mercado oferece diversas opções para quem quer livrar o corpo dos indesejados pêlos. Mas os especialistas garantem que não existe um “método ideal”. A decisão entre uma e outra técnica deve levar em conta objetivos e características individuais.

A ordem, segundo os médicos, é experimentar. Eles explicam que a tolerância à dor, o tipo de pele, a quantidade de pêlos, a extensão da área a ser depilada, o objetivo da depilação e a tendência a ter pêlos encravados são critérios que precisam ser avaliados, já que os métodos podem ser mais ou menos agressivos, ter efeito curto ou duradouro e assim por diante.

Do ponto de vista de saúde, a dermatologista Nilma Vidotto de Souza comenta que o ideal seria não depilar. Ela lembra que a natureza faz crescer pêlos como mecanismo de defesa para a pele.

“Mas vivemos numa sociedade em os pêlos são considerados anti-estéticos e anti-higiênicos. E se é preciso retirálos, devemos conhecer todas as opções existentes para escolher a que for melhor, mais prática e confortável para cada um”, defende.

Um dos critérios mais considerados pela maioria das pessoas é a durabilidade do procedimento. Quem usa lâminas, por exemplo, tem que repetir o procedimento diariamente ou no máximo a cada dois dias para manter a pele sempre livre dos pêlos.

Enquanto as ceras permitem um intervalo de aproximadamente 15 dias entre uma depilação e outra. Outro quesito importante é a disposição que a pessoa

tem para sentir dor. As técnicas que promovem um arrancamento dos pêlos pela raiz costumam ser bastante incômodas e podem não ser bem toleradas por pessoas mais sensíveis. Além disso, peles muito finas podem até ser feridas nesses procedimentos.

Os adeptos da praticidade poderiam optar pelos cremes depilatórios. Ao destruir quimicamente os pêlos, eles oferecem um resultado mais prolongado que as lâminas e não causam qualquer tipo de dor. “Mas podem não funcionar se a pessoa apresentar alergia aos componentes do produto”, alerta o dermatologistra Wagner Monteiro Cardoso.

Segundo ele, avaliar a tendência da pessoa a ter pêlos encravados e quelóides (marcas decorrentes de problemas de cicatrização) também é muito importante. “Os métodos que arrancam os fios pela raiz e enfraquecem o pêlo facilitam o encravamento”, salienta.

Saber como atuam todas as técnicas e conhecer as conseqüências de cada uma é, na opinião dos médicos, o primeiro passo para fazer uma opção.

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