DÁ-LHE, NORUSCA
Os noroestinos disseram que apanharam, a polícia de Santa Bárbara D’Oeste deve garantir que não bateu ou que foi obrigada a bater; a imprensa daqui diz uma coisa, a de lá tem sua versão e vamo que vamo. Trata-se da verdade, que por sinal, são três: a minha verdade, a sua verdade e a verdade verdadeira. Não estive lá, só ouvi e escrevi, mas pelo sim e pelo não, prefiro ficar com o relato dos alvirrubros. As marcas nos corpos de Vina e Alan não foram de graça. Bem, não sou da crônica policial e sim, esportiva. O Noroeste precisa esquecer o triste episódio de Santa Bárbara D’Oeste e lutar pela vitória essa noite sobre o União Barbarense. O nosso estádio oferece toda a segurança e que vença o melhor. O revide não leva a nada - violência gera violência. Aposto que haverá paz esta noite no Alfredo de Castilho, porque a torcida noroestina é civilizada e nossa polícia, nota dez. O próprio Barbarense fez a festa aqui no último domingo de maio de 1998, quando venceu o Norusca e subiu para a Primeira Divisão (no tópico “memória”, a ficha técnica). Vamos lotar o estádio, empurrar Gileno e sua turma para a vitória e reconquistar a liderança na Copa Federação.
TOMBO DO PEIXE
O Santos iniciou mal sua mini-excursão fora de casa. Sem vencer o Internacional em Porto Alegre há mais de cinco anos, o alvinegro viu o tabu se manter ao perder por 2 a 1. O Inter saiu perdendo, mas conseguiu uma vitória justa e de virada. Em noite apagada de Robinho, brilhou a estrela de Muricy Ramalho, o técnico do Inter. Com a vitória, o Colorado chega aos 43 pontos e alcança a 13ª posição da tabela. Já o Santos, que sofreu sua décima derrota no Campeonato Brasileiro, permanece com 61 pontos e vê o Atlético Paranaense - que venceu o Vitória por 3 a 2 - assumir a liderança com 64 pontos. Após sofrer o segundo gol, o Peixe tentou partir para cima, mas esbarrava na forte marcação gaúcha. O técnico Vanderlei Luxemburgo tentou de todas as maneiras furar a barreira colorada, até sacando seus dois volantes (Preto Casagrande e Fabinho) e dando mais ofensividade ao colocar Basílio e Marcinho, mas nada que alterasse o panorama da partida, que permaneceu inalterado até o final.
O CHATO 0 X 0
No clássico das duas maiores torcidas do País, num Maracanã vazio, Flamengo e Corinthians empataram sem gols. Na minha opinião não há nada mais chato do que o 0 a 0. O resultado de quarta-feira, é claro, não foi bom paras os dois clubes. Com o ponto somado, o Rubro-Negro (17º) chega aos 37 pontos e não consegue se distanciar da zona do rebaixamento. O Timão (nono lugar) sobe para 52 e desperdiça a chance de encostar nos clubes que estão na zona da Libertadores, três pontos à frente.
BELA VITÓRIA
Após golear o Vasco no Rio, o Palmeiras ganhou do São Caetano, uma vitória de 3 a 1, justa e mais tranquila do que se esperava. O Verdão Chegou aos 55 pontos e está na quinta colocação. O Azulão também tem 55 e segue em terceiro. O Palmeiras teve maior domínio da partida, principalmente na primeira etapa, tomou a iniciativa e ditou o ritmo do jogo. Mais uma ótima atuação de Claudecir e Pedrinho. Gosto muito do futebol desses dois jogadores. Claudecir é um amigo particular.
SÃO-PAULINO
Animado com as últimas atuações pelo São Paulo - que pulverizou o Paysandu terça-feira - Cicinho já se imagina trocando de camisa. Não, ele não pensa em sair do Tricolor. Porém, sonha com a da Seleção. É possível. Ele vai bem. As constantes alternativas que Parreira vem buscando para a reserva de Cafu – Belletti, Mancini e Maicon vêm se revezando nas convocações – e o fato de o técnico também ter dado chance para quem se destaca no Brasileirão – como o palmeirense Magrão - motivam Cicinho.
ALVO
Manter-se no topo será mais difícil do que ter conquistado a liderança do Brasileirão. Depois de ficar as últimas cinco rodadas colado no Santos, o Atlético Paranaense isolou-se na ponta, mas agora virou alvo dos adversários. Todo mundo vai querer ganhar do Furacão.
CONCORRÊNCIA
Um membro da família real do Catar lançou uma alternativa de inverno para a Fórmula 1, a categoria A1 Grand Prix, que seria como uma Copa do Mundo do automobilismo. Vinte pilotos competiriam por equipes nacionais, com carros idênticos, todos construidos pela fábrica de chasis americana Lola. O objetivo seria trazer o elemento da paixão nacional para as pista, transformando em uma competição entre países.
MEMÓRIA
Série A2 de 1998, última rodada do qudrangular final: Noroeste 0 x 2 União Barbarense, em Bauru. Gols: Vágner e Gílson Batata. Árbitro: Flávio Carvalho. Público pagante: 2.016. Noroeste: Geraldo; Claudemir, Válder, Ronaldo Cebola (Baianinho) e Naílton (Ronaldo Chiquita); Cláudio, Claudecir, Adãozinho e Marcelinho; Moisés e Tequila. Técnico: Luís Carlos Martins. Barbarense: César; Da Guia, Orlando, Toninho e Leandro (Davi); Juari, China, Edson Pézinho e Moreno (Tomy); Gílson Batata e Vágner. Técnico: Vágner Benazzi.