Quem passa pela ponte de madeira construída sobre o córrego Água do Castelo e que liga o Jardim Godoy à Vila Bom Jesus pode achar que os buracos e estragos existentes nela são problemas antigos. A ponte, porém, foi consertada há pouco mais de dois anos e novamente já está colocando a passagem de veículos pelo local em risco: há tábuas soltas, que se movem com a passagem dos veículos.
Moradores dos dois bairros contam que a situação precária da ponte é resultado do desgaste natural, decorrente da ação do calor e das chuvas, que corroem os tablados de madeira. O fluxo constante de veículos, alguns de grande porte, como ônibus, caminhões e ambulâncias, apressaram a deterioação da madeira.
O comerciante Benedito Dionísio dos Santos Filho mora há 40 anos na Vila Bom Jesus e alerta para riscos de acidentes na ponte da Água do Castelo. “Estão faltando madeiras. É perigoso alguém passar e cair”, diz.
Morador do Jardim Godoy, o auxiliar de produção Luiz Augusto Araújo de Almeida também reclama. “As madeiras estão soltas devido ao movimento de carros. Eu passo lá todos os dias e a estrutura está horrível”, aponta.
Benedito lembra que a precariedade da ponte é um problema que começou há cerca de 20 anos. Em 1999, os moradores do bairro reivindicaram a reforma da estrutura e foram atendidos em 2002. Mas apesar de ter sido reparada há pouco tempo, a estrutura de madeira se encontra frágil de novo. “Ainda não ocorreram acidentes graves, mas recentemente um rapaz caiu e quebrou o braço”, conta.
O presidente da Associação dos Moradores da Vila Bom Jesus, Francisco Peral, cobra da prefeitura a restauração da ponte. “É preciso fazer uma proteção para as pessoas andarem e não correrem risco de cair, já que na ponte não existe corrimão ou guarda-corpo”, observa.
Reforma
O secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, afirma que a ponte que liga o Jardim Godoy à Vila Bom Jesus será reformada até o final deste ano. “Nós já temos o empenho (verba) para a compra das madeiras e possivelmente dentro de uns 20 dias estaremos começando a reforma dessa ponte”, garante. Segundo Padovan, as madeiras existentes na passagem serão trocadas e novamente afixadas. O serviço é considerado simples e de rápida execução.
Por enquanto não há previsão de substituição da estrutura de madeira da ponte da Água do Castelo por uma passagem de concreto, pois a prefeitura está priorizando obras em outras duas pontes da cidade, explica Padovan. A primeira é a ponte Ayrton Senna, que interliga o Núcleo Mary Dota e o Distrito Industrial 1. A outra é ponte que liga o Jardim Tangarás e à região do Ferradura Mirim.
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Tangarás
Moradores do Jardim Tangarás e Ferradura Mirim, também reclamam da precariedade da ponte que liga os dois bairros e que está interditada. “Com a interdição dessa ponte, nós usamos uma passagem paralela no (antigo) Country Club. O pior é que, como o ônibus passa pela pista, o trajeto é bem demorado”, aponta Gisele Moretti, presidente da Associação dos Moradores do Ferradura Mirim.
De acordo com José Ângelo Padovan, secretário de Obras, a prefeitura está iniciando a fase final da licitação para os trabalhos de construção de uma ponte de concreto no local. A partir desse período, será escolhida a empreiteira que fará a reforma. Atualmente, a Secretaria de Obras está trabalhando no local para refazer o sistema de interligação de esgoto e água pluviais.
Por enquanto, os moradores do Tangarás e do Ferradura Mirim continuam utilizando uma ponte de madeira localizada a 200 metros da passagem de concreto.