O prefeito Nilson Costa (sem partido) informou ontem à tarde, em reunião no Palácio das Cerejeiras, que sua equipe está liberada para apoiar individualmente os candidatos de preferência no segundo turno em Bauru, seja Tuga Angerami (PDT) ou Caio Coube (PSDB). Mas o coordenador da campanha de Caio, Marcelo Borges, afirmou, ontem, que a aliança rejeita qualquer apoio de integrantes do governo.
A assessoria de imprensa do prefeito informou que a reunião foi realizada para uma avaliação do processo eleitoral e dos planos para os três últimos meses de governo. “Foi inevitável fazer uma análise das eleições que estão em curso na cidade e o desempenho da candidatura que teve o apoio do chefe do Executivo”, trouxe a assessoria.
Outro anúncio é que o ex-candidato a prefeito pelo grupo do prefeito, Antonio Sérgio Marsola (PPS), retorna à chefia de Gabinete. O mesmo vai acontecer com o ex-secretário de Administração, Luiz Freitas, que deixou a equipe de governo para coordenar a campanha de Marsola em agosto passado.
Com isso, Sílvio Orti retorna para a chefia do órgão de defesa do consumidor, o Procon. Também foi informada a saída de Antonio Carlos Duarte da presidência da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), que vai para a iniciativa privada. O substituto ainda está sendo discutido dentro do governo, segundo Nilson Costa.
O fraco desempenho nas urnas no primeiro turno do candidato do prefeito (6º lugar) não foi comentado pela assessoria. Para Antonio Sérgio Marsola, o retorno à chefia de Gabinete não gera incômodo. “Vou ajudar a fazer a transição de governo e a implementar as ações que foram delineadas até o instante em que fui chamado a ser candidato do grupo. Volto para retomar esse papel”, disse.
Em sua avaliação, a postura de tentar se descolar do governo Nilson Costa na campanha foi necessária. “Foi uma estratégia inicial de descolar do Nilson para evitar que o próprio prefeito sofresse ataques em massa na campanha, mas eu sempre fui o candidato da administração. Depois disso, passei a mostrar realizações do governo, mostrando o outro lado, o que deu certo, mas respeito a posição das urnas”, comentou.
Segundo a administração, os últimos meses do governo serão dedicados à conclusão de obras já em andamento, como a reforma de construção de escolas municipais, a conclusão da duplicação da avenida Edmundo Coube, próximo do Hospital Estadual, a reforma da ponte Ayrton Senna, no Núcleo Mary Dota, e a conclusão dos programas de asfalto nos bairros Pousada da Esperança e Parque Jaraguá.
O prefeito promete pagar o salário dos servidores e o vale-compra em dia até 31 de dezembro e a eliminar dívidas pendentes. Quanto aos débitos, o Executivo não informou quais serão sanados e nem qual o volume de recursos a ser pago.
Apoio rejeitado
O prefeito Nilson Costa lamentou, ontem, a posição do coordenador de campanha da aliança “Muda Bauru”, Marcelo Borges, de ter rejeitado o apoio de integrantes da administração municipal à candidatura de Caio Coube (PSDB).
Segundo Borges, o governo municipal está mais próximo da candidatura de Tuga. “O vice do Tuga, Renato Purini, defendeu o Nilson na Câmara e o coordenador da campanha do Tuga, Edmundo Albuquerque, foi líder do prefeito. Nós queremos mudança e isso não inclui quem atuou com esta administração”, apontou Borges.
Para Nilson Costa, a postura dos tucanos vai dificultar ainda mais a possibilidade de vencer as eleições. “Eles acham que vão conseguir reverter a diferença com rejeição de apoios? Desse jeito eles vão facilitar a tarefa do Tuga de chegar à prefeitura”, respondeu o prefeito.