Polícia

Ajudante é achado morto em bueiro

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O ajudante geral Gilson Rossato, 27 anos, que estava desaparecido desde sábado à tarde, foi achado morto dentro de um bueiro existente ao lado da estação elevatória de esgoto, no Núcleo Fortunato Rocha Lima, ontem. O corpo do rapaz, que morava no Parque Jaraguá, apresentava sinais de queimaduras e as vísceras estavam expostas. É a 48.º pessoa morta neste ano em Bauru.

Até ontem à noite, a polícia ainda não havia esclarecida a causa da morte. “É difícil falar na causa da morte antes do laudo do Instituto Médico Legal (IML). A pele dos pés, não sabemos se porque estava em contato com água, já estava se soltando”, comenta o delegado Ronaldo Divino, titular do 1.º Distrito Policial, que esteve no local onde o corpo foi achado.

O corpo foi encontrado pela Polícia Militar, após ser acionada por familiares de Rossato, que já suspeitavam que ele estava morto. “Pela manhã, a mãe dele nos procurou e disse que tinha ouvido comentários que seu filho já estava morto. À tarde, ela retornou com a informação de que o corpo estava perto do Fortunato porque já tinham achado os chinelos dele no local. Fomos lá e encontramos o corpo”, conta o tenente Samuel Gomes, comandante da Base Comunitária Noroeste.

O corpo estava dentro de um bueiro, de tal forma que quem passasse pelo local, se prestasse atenção, veria somente os pés. Foi necessário acionar o Corpo de Bombeiros para erguer a tampa do bueiro e tirar o corpo, operação que atraiu muitos curiosos do Fortunato Rocha Lima, bairro localizado a poucos metros da estação elevatória.

A hipótese mais provável é que Rossato foi assassinado. O fato de o corpo apresentar sinais de queimaduras e haver uma corda na rede elétrica próxima de onde ele foi encontrado levanta suspeita de que ele possa ter sido eletrocutado

Apesar da aglomeração de pessoas em torno do corpo, ninguém quis comentar sobre o assunto com o JC. Uma moça, com quem Rossato estava morando há 15 dias, muito abalada, acompanhou a retirada do corpo, mas não quis se pronunciar.

Já a irmã da vítima, Rosângela Rossato Rodrigues, disse que seu irmão foi visto pela última vez no sábado, por volta das 18h, quando uma moça, cujo nome a família já passou para a polícia, o procurou em um bar do bairro. “Ele saiu do bar com essa moça e não voltou mais. Ficamos preocupados e fizemos boletim de ocorrência e hoje (ontem) soubemos que ele já estava morto. Logo em seguida, achamos os chinelos dele e depois a polícia encontrou o corpo”, comenta.

Rosângela afirma que seu irmão vinha recebendo ameaças de morte de uma pessoa que ela não conhece. Porém, acha que há ligação entre o crime e a moça que procurou Rossato no bar. O ajudante geral tem várias passagens pela polícia e estava em liberdade há cerca de dois anos, após cumprir prisão por tráfico, segundo a família.

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