Vai a violência humana ganhando proporções gigantescas, fazendo-se perceber francamente nas correlações internacionais e na convivência social, nestas e naquelas gerando conflitos os mais sangrentos, recaindo inclusive sobre crianças e adolescentes. Pergunta-se se haveria oportunamente remédio contra o mal. É a indagação formulada em todos os meios, abismados com as tragédias que a todo instante batem às suas portas, agredindo familiares e amigos, muitos dos quais vendo sacrificada a sua vida.
Chega-se, então, à dolorosa conclusão de que somente Deus teria condições de harmonizar os espíritos enraivecidos e truculentos. Seria preciso, por isso, que todos Lhe dirigissem a oração do amigo (conhecem-na?), invocando “que as pedras sejam removidas de seu caminho. Tenham forças para carregar seus fardos. Encontrem coragem para resistir ao mal. Possam ver o amor em todos os seres. Sejam abraçados pela lealdade. Sejam prósperos e saibam partilhar seus bens. Tenham paz cobrindo carinhosamente seus pensamentos. Saibam distinguir o bem do mal. Tenham fé para manter-se forte e resistente na dor. Que Ele os sinta em todos os momentos, pois os amigos são realmente amigos quando se encontram, tão simples que cativam seus próximos, tão desprendidos que se doam, tão dignos que se amam fervorosamente, compreendem-se e perdoam, tão necessários que sempre se fazem presentes, tão grandes que se distinguem, tão dedicados que edificam, tão preciosos que se conservam, tão irmãos que partilham, tão sábios que ouvem, compreendem e calam, tão raros que se consagram, tão frágeis que fortalecem, tão importantes que não se esquecem, tão fortes que protegem, tão presentes que participam, tão sagrados que se perenizam, tão responsáveis que vivem na verdade, tão santos que rezam, que a cada novo dia aceita-o generosamente, que saibam aplicar os conhecimentos de sua sabedoria, tão solidários que esquecem de si mesmos, tão livres que crêem, enfim, tão amigos que doam a vida”. É também a nossa opinião. Compactuamos com tão importante oração.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável pelo JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). “Que não se percam a beleza e a alegria de viver mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão em seus olhos e deslizarão em sua alma”.