A necessidade de garantir a segurança em diversos jogos dos campeonatos amadores disputados em Bauru aos domingos vem preocupando a Polícia Militar (PM). A corporação alega que não tem efetivo suficiente para evitar a ocorrência de tumultos generalizados no gramado e nas arquibancadas dos seis estádios distritais da cidade.
O comandante da 4ª Companhia da PM, capitão Nélson Garcia Filho, afirma que a intenção é convidar os dirigentes das ligas amadoras para discutir o assunto na próxima reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Sudeste. “Queremos que os jogos continuem, porque as pessoas têm o direito de se divertir, mas para isso é preciso segurança”, comenta.
Segundo ele, os dirigentes amadores têm requisitado semanalmente a presença da PM nos estádios, mas não é possível atender completamente a solicitação. “A polícia, em razão de seu efetivo, não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. O que fazemos é garantir a segurança externa para evitar, por exemplo, o furto de toca-fitas nos carros que estão estacionados em frente às praças esportivas”, relata.
Garcia Filho sugere que os organizadores dos torneios adotem outras medidas. “Eles têm que contratar seguranças particulares para o evento”, diz.
Para o presidente da Liga Regional de Futebol de Bauru, Toninho Goulart, essa alternativa encontra alguns obstáculos. “Teríamos um custo muito grande e nós não sabemos qual o poder de polícia que os seguranças teriam”, argumenta.
Goulart afirma que a entidade tem procurado orientar os clubes filiados sobre a importância de manter a ordem nos estádios. Ele lembra, ainda, que o assunto foi discutido no início do ano com o Ministério Público (MP) e com a própria polícia.
O presidente da Liga Bauruense de Futebol Amador, Milton Martins, não foi encontrado para comentar o assunto.
Bebida
Para o capitão Garcia Filho, também é preciso cuidar de outros aspectos preventivos. “As bebidas devem ser vendidas apenas em copos, para que garrafas e latinhas não sejam atiradas no campo ou nos próprios torcedores. Além disso, pedras e pedaços de madeira não podem ser encontradas dos estádios”, orienta.
Com os campeonatos entrando na reta final, ele afirma que a preocupação em relação à segurança é ainda maior. “Geralmente, nessa fase as possibilidades de tumulto são maiores”, argumenta.