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TJ instala detector de metais na entrada do prédio

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Passados quase três anos da onda de ataques contra fóruns no Estado de São Paulo, somente há cerca de dez dias o de Bauru instalou um detector de metais na entrada principal do prédio. A recente aquisição do equipamento por parte do Tribunal de Justiça (TJ) está entre as medidas de segurança adotadas para evitar ameaças contra servidores, usuários, promotores, advogados e juízes.

A iniciativa (anunciada antes do juiz de Presidente Prudente José Antônio Machado Dias ser assassinado em março de 2003) só foi implementada há pouco tempo nas 30 principais comarcas no Interior e em outras 19 da Capital porque o processo de licitação foi moroso, informa a assessoria de imprensa do TJ.

O tribunal investiu R$ 140 mil para comprar os 49 detectores, que serão utilizados durante todo o expediente forense para evitar o ingresso de pessoas portanto armas de qualquer tipo dentro dos fóruns. Um servidor municipal fará o controle da entrada de pessoas.

Nada impede que ele acione a Polícia Militar (PM) em casos suspeitos, diz o comandante da 3.ª Companhia da PM, capitão Flávio Jun Kitazume. De acordo com ele, um policial fica o dia todo no Fórum para escoltar os presos durante as audiências. “Como fica no prédio, o policial pode auxiliar o funcionário. Com certeza o equipamento vai ajudar (como medida de segurança)”, diz.

Concordam com Kitazume, tanto o diretor do Fórum de Bauru, Jaime Ferreira Menino, quanto o comandante da 1.ª Cia da PM, capitão Benedito Roberto Meira, segundo quem a Vara de Execuções Criminais já dispõe do equipamento há cerca de um ano.

Até circuitos internos de televisão já foram instalados nas comarcas do Estado mais suscetíveis a eventuais ataques. Por essa razão, o presidente da Subseção de Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Edson Reis, não entende a recente instalação do detector de metais como um reflexo de morosidade.

“(O período decorrido até o funcionamento do equipamento) é até um bom sinal (de que o risco de um atentado em Bauru é menor). O acesso ao prédio tem de ser concentrado numa mesma entrada. Acho muito boa a instalação (do detector),” comenta Reis.

Por meio do detector, o TJ espera inibir ações como as que ocorreram entre janeiro e maio de 2002, quando 14 ataques provocaram quatro mortes e deixaram 17 feridos. Na época, os alvos eram ônibus com agentes penitenciários, bases da Polícia Militar, prédios públicos e fóruns. Sofreram atentados a comarca de São Vicente, o anexo de Guaianazes e a Estação da Barra Funda, na Capital.

Na ocasião, o secretário estadual de Segurança Pública, Saulo de Casto Abreu Filho, admitiu que a ordem para as ações poderiam ter vindo de dentro das cadeias.

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