Turismo

Vitórias-régias e vida selvagem

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 6 min

Depois de uma circulada pela cidade banhada pelo Rio Negro, Manaus no AM, nada melhor do que se hospedar num estabelecimento onde o contato com a fauna e flora se faz presente.

Um dos estabelecimentos mais badalados é o cinco-estrelas Ariaú Amazon Towers (ariaú, em tupi, significa batata), que tem oito torres erguidas em plena floresta, oferecendo tudo que um hotel estrelado possui: heliporto, suítes, cabanas, quadra de esportes, etc.

Nele, além do papa da Microsoft, já dormiram nada menos do que o rei da Espanha, Juan Carlos e o chanceler alemão Helmut. O hotel (www.ariau.tur.br, telefone 0800-925000) oferece pacotes a partir de R$ 840,00 por pessoa (dois dias e uma noite em quarto standard), com traslado a partir de Manaus que fica a 60 quilômetros de distância.

Também para uma estada de dois dias e uma noite, o Lago Salvador ( tel. (92) 658-3052), distante apenas oito quilômetros de Manaus, cobra pelo pacote preços a partir de R$ 495,00 por pessoa.

Passeios e refeições estão embutidos no preço da hospedagem em chalés charmosos construídos ao redor do lago que dá nome o estabelecimento.

Por conta do lago, os hóspedes podem usufruir de um bar flutuante, chegando a ele em canoas remadas pelos próprios garçons que também se encarregam da “travessia” de um apartamento a outro.

Além do lago e do bar, o hotel oferece outras atrações caso da pesca de tambaquis e tucunarés ou mergulho em algumas épocas do ano.

O principal atrativo da Pousada Amazônia (www.pousadaamazonia. com.br, tel. (92) 231-1021), distante 36 quilômetros de Manaus é o jardim de vitórias-régias, a flor típica da Amazônia, que a cerca.

Os hóspedes são levados até elas em uma canoa motorizada que corta os canais de igapós.

Como na Amazônia chove duas vezes ao dia, o hotel disponibiliza aos hóspedes guarda-chuvas que ficam presos em ganchos espalhados por toda sua ampla área.

Pertence a dois holandeses o Tiwa Amazone (www.tiwaamazone.nl, tel. (92) 673-7484), que tem atendimento personalizado, oferecendo além de excelentes acomodações, muitas excursões pela selva.

O mais novo “lodge” amazônico, localizado a oito quilômetros de Manaus, na margem direita do Rio Negro, tem chalés construídos ao redor de um lago artificial e oferece aos visitantes além dos passeios incluídos no preço dos pacotes, excursões ao Rio Solimões e pernoite no Arquipélago de Anavilhanas, a partir de R$ 42,00 por cabeça.

Bem mais distante de Manaus - 300 quilômetros - no município de Silves, funciona a Pousada dos Guanavenas (www.guanavenas. com.br, tel. (92) 656-1500), que é cercado por árvores nativas e oferece além do sossego, total privacidade.

Assim como ocorre com os outros hotéis de selva, a pousada disponibiliza aos visitantes passeios para lugares belíssimos, caso da Ilha dos Pássaros, nos finais de tarde.

Na ilha, aves de inúmeras espécies, incluindo revoadas de gaivotas e papagaios, se aglomeram entre as árvores para dormir tranqüilamente em seus galhos quando o sol se põe.

Também a mais de três horas e meia de viagem a partir Manaus fica o Juma Lodge (www.jumalodge. com.br, tl. (92) 362-1281), que tem chalés ligados por passarelas de madeira na altura das copas das árvores.

Há energia elétrica somente durante uma parte do dia, com os chalés e corredores sendo iluminados à noite por lampiões, o que garante um charme amazônico especial ao local.

Mas o que mais agrada os visitantes, entre eles estudantes estrangeiros em viagem de férias, são as trilhas ecológicas ao redor do hotel, onde pode-se avistar e fotografar seringueiras, castanheiras e sapopemba, uma árvore de tronco grosso e raízes altas que produz eco ao ser tocada por uma batida forte.

Na margem esquerda do Rio Negro, ainda em Manaus, a 50 quilômetros do Porto da Ceasa, fica o lodge do grupo Othon, o Jungle Othon Palace (www. junglepalace.com.br, tel. (92) 633-6200).

O hotel tem apartamentos decorados com bom gosto que ficam a menos de dois metros do nível das águas, atraindo quem ama a pesca.

Ao contrário da maioria dos concorrentes, o Amazon Riverside (www.amazon riversidehotel.com, tl. (92) 622-2789), oferece apenas sete apartamentos com um propósito especial: integrar totalmente seus visitantes.

Oferece também trilha de cerca de dois quilômetros no meio da floresta, de onde pode-se admirar a beleza do Rio Amazonas. Está fincado também na margem esquerda do Rio Amazonas, a 22 quilômetros do Porto da Ceasa.

Pagando com as verdinhas

Os preços são em dólar, mas a hospedagem vale cada “cents” disponibilizado por quem optar por se hospedar na Aldeia dos Lagos (www.viverde.com.br/aldeia, tel. (92) 528-2124) ou no Amazonat (www. amazonat.com.br, tel. (92) 633-8671).

O primeiro tem como diferencial a possibilidade de seus hóspedes manterem contato com a comunidade local e visitar casas onde produz-se farinha de mandioca e remédios caseiros.

Por sua vez, o Amazonat, que já foi um hotel voltado ao naturalismo, oferece trilhas perfeitas para a contemplação de pássaros e orquídeas raras e acampamentos para quem quer sentir na pele como é passar pelo menos uma noite em meio à selva.

Praia na Amazônia? A resposta é sim. Pelo menos para quem se hospeda no Amazon Ecopark (www.amazon ecopark.com.br, tel. (92) 622-2612, que fica em Igarapé Tarumã-Açu, município de Manaus, a 20 quilômetros do porto do Ceasa.

Como a região propicia a formação de bancos de areia, os turistas podem curtir a prainha bem de frente ao hotel e nadar nas águas geladas do igarapé amazônico.

Se a meta for um hotel simples, mas gostoso, a dica é o Terra Verde (www. internext.com.br/terraverde, tel. (92) 622-7305), que fica no Furo do Tiririca, entre os rios Negro e Ariaú, a 60 quilômetros de Manaus, que era a sede de uma fazenda e se transformou em um lugar voltado ao ecoturismo.

Pertencente ao cineasta polonês Zygmunt Sulistrowski, desde os anos 70, o hotel tem como lema fazer com que seus hóspedes se sintam em sua própria casa, escolhendo inclusive, com a cozinheira, o prato que querem comer no jantar.

Outro legal, que mistura rusticidade com conforto é o Acajatuba Jungle Lodge (www.acajatuba.com.br, tel. (92) 233-7642), que tem passarelas de madeira com nome dos rios amazônicos e chalés batizados com nomes de tribos indígenas.

O ciclo da borracha

O Teatro Amazonas, monumento máximo do ciclo da borracha, foi projetado pelo Liceu de Engenharia de Lisboa e inaugurado em 1896, após 12 anos de obras.

Em estilo neoclássico, tem teto coberto por uma pintura do artista italiano Domenico De Angelis, que ali criou a “Glorificação das Belas Artes no Amazonas”, de 14 metros de comprimento por 7,50 de largura.

Faz parte de um dos monumentos construídos durante o auge do ciclo da borracha, com a base de colunas em mármore de carrara.

• Serviço

A TAM tem vôos diários para Manaus. A viagem dura em torno de quatro horas. Informações no site: www.tam.com.br ou telefone 0330-1231000

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